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21 de Abril (1818 – 1894)

São Conrado de Parzhan


Conrado nasceu em Parzham, pequeno povoado da Bavária, Alemanha. Os pais eram muito religiosos e sempre rezavam juntos pela manhã, ao meio-dia e á noite; diariamente rezavam o terço em família; aos domingos e festas de guarda freqüentavam a Igreja.
O pequeno Conrado, penúltimo de dez filhos, cresceu nesta atmosfera religiosa e cedo aprendeu a imitar os pais; o povo dizia que precisava-se aprender dele a rezar. Sinal de que era conhecido como menino de oração. Costumava rezar o terço quando ia á escola e ensinava também fazer isso aos companheiros. Na juventude não perdeu os costumes aprendidos quando criança; andando a cavalo, nos trabalhos da roça não esquecia a reza do terço. De vez em quando visitava alguns santuários Marianos da região, expressando a sua devoção a Nossa Senhora. Apesar de tudo isso, Conrado não poupava esforços nos trabalhos pesados da roça e também ajudava a família a cuidar dos animais.

Todos se admiraram quando Conrado trocou a casa pelo convento, apesar de o acharem preparado para a Vida Religiosa. Frei Conrado passou seis meses no postulantado, um ano no noviciado e logo depois da profissão foi destinado ao ofício de porteiro no convento de Altoetting, um santuário de Nossa Senhora muito freqüentado. Este trabalho era considerado difícil e de muita responsabilidade, mesmo pelos irmãos mais veteranos da Vida Religiosa.
Frei Conrado soube assumir este encargo com alegria e o desempenhou com satisfação. Em meio a confusão e movimento, ele se mantinha constantemente unido a Deus. Todos os dias, ás cinco da manhã, participava da missa e da comunhão com devoção, preparando-se para o trabalho cansativo que o aguardava no decorrer do dia. Servindo e atendendo na portaria, sempre tinha o tercinho da Imaculada Conceição envolto no dedo; tendo um momento livre, corria para uma breve visita ao Santíssimo Sacramento. Tinha uma hora livre ao meio-dia, mas a utilizava para o ofício da via-sacra; á noite, depois de ter fechado a portaria, passava ainda horas e horas em oração, diante do Sacrário. A meia-noite, na reza do ofício das leituras os Frades o encontravam ainda na Igreja.
O irmão era o frade que mais tinha aproximação com as pessoas necessitadas e em dificuldade, acolhidas sempre com bondade. O sino da portaria tocava umas duzentas vezes por dia, e mais ainda nos dias de romaria. Eram pessoas que desejavam confessar-se, marcar missa, benzer objetos religiosos, oferecer ou pedir esmolas, crianças pobres e famintas, frades que voltavam do apostolado, benfeitores ou parentes dos frades. Para todos Frei Conrado tinha sempre uma palavra de fé, simpatia e incentivo.
Frei Conrado morreu no dia 21 de abril de 1894. Sua canonização se deu pouco tempo depois, fato extraordinário na Igreja.
São Conrado se nos apresenta como homem de profunda oração, que soube santificar-se vivendo com amor a rotina do dia-a-dia.


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