01 de AGOSTO

1998 – Bréscia-Itália
Fr. Aniceto de Tavérnole (Tavérnole) – Antonio Porteri.
Chegou ao Brasil em 1946 e logo foi enviado a Barra do Corda onde fez sua iniciação missionária. No mesmo ano foi destinado a Presidente Dutra como desobrigante de um vasto  território que abarcava também os atuais municípios de Tuntum e Joselândia. Era perseverante e pertinaz em suas tarefas pastorais. Pároco e Vigário em Presidente Dutra de 1957 a 1960 e depois na reaberta residência de Alto Alegre de 1960 a 1962, quando foi destinado a Teresina como Superior e Vigário. A Belém do Pará chegou como vigário cooperador em 1967 e permaneceu até 1973, ano em que voltou para o interior como Superior e Pároco da cidade episcopal de Carolina.
Transcorreu sua ultima etapa ao lado do Bispo de Grajaú, de 1977 a 1980.
Em razão de sua saúde debilitada por várias doenças, repatriou em 1980. Na Província continuou sua vida religiosa em dimensões forçadamente reduzidas, mas sempre com generosidade. Faleceu no convento de Bréscia aos 81 anos de idade.

N. 06/07/1917  -  V. 13/07/1938  -  P. 14/07/1939  -  S. 26/07/1945

02 de AGOSTO

1946 – Fortaleza-CE
Fr. Matias de Ponterânica (Bérgamo) – Giuseppe Salvetti.
Veio ao Brasil em 1898. Já sacerdote, mas ainda estudante de teologia. Em Barra do Corda, em Santo Antônio do Prata e sobretudo em Canindé exerceu seu ministério apostólico com zelo. Aqui foi também o primeiro a dedicar-se aos trabalhos de construção do Santuário de São Francisco das Chagas, que recebeu de Pio XI o título de Basílica Menor e se tornou meta de peregrinações de todos os recantos do Estado e até do Brasil.
A ele se deve o Colégio de Artes e Serviços, dotado já naquela época dos instrumentos mais modernos para os trabalhos de mecânica, carpintaria, tipografia, etc. Construiu a casa paroquial e o salão. Tudo isto pareceu algo milagroso, se pensarmos na falta de estradas e de meios de transporte. Foi ele que abriu caminhos para facilitar a chegada dos peregrinos. A ele se deve o monumento comemorativo do centenário da independência de Brasil.
O povo de Canindé lhe dedicou uma das mais belas praças da cidade. Ao retirar-se do Ceará, chegou depois de muitas dificuldades ao sertão de Carolina. Lá, com os demais frades contribuiu para reerguer a matriz que estava em ruínas. Ficou de 1923 a 1938. Por sofrer de surdez irreversível voltou ao Ceará no convento construído no cume da serra de Guaramiranga e se tornou renomado floricultor. O povo de Canindé disputou a honra de conservar seus despojos mortais e os jovens, seus ex-alunos, consideraram grande privilégio poder carregá-lo nos ombros para a sua última morada.
Faleceu aos 77 anos de idade.

N. 12/06/ 1869  -  V. 07/10/ 1890  -  P. 21/ 10/ 1891  -  S. 03/04/ 1897

03 de AGOSTO

1930 – São Luís-MA
Fr. Vicente de Santo Omobono Imagna (Bérgamo) – Rocco Dolci.
Veio ao Brasil em 1894. Passou a maior parte de seus anos apostólicos educando as crianças indígenas no Instituto de Barra do Corda, sendo por elas amado e lembrado, mesmo depois da hecatombe de Alto Alegre. Foi ele que acorreu com Frei Estêvão ao lugar do massacre para recompor os cadáveres dos co-irmãos mortos e levá-los a Barra do Corda. Em São Luís foi precioso provedor da Prelazia por vários anos. Era chamado com freqüência para batizar as crianças em perigo de morte e por isso ganhou o apelido de “Batizador da cidade”.    Aproveitou dessas ocasiões para fazer seu apostolado no seio das famílias. Sua partida para a casa do Pai foi pranteada na cidade inteira.
Faleceu aos 63 anos de idade.

N. 12/07/1867  -  V. 16/09/1891  -  P.18/09/ 1892       

05 de AGOSTO

1993 – Belém-PA
Fr. Hamilton de São Jorge do Prata (Pará) - Hamilton Luís de Souza Ramos.
Na véspera da celebração do centenário da Missão capuchinha no Maranhão-Pará, este primeiro rebento das sementes lançadas pelos missionários lombardos na região do Prata, foi tirado repentinamente da vida para a qual se entregara com generosidade e alegria. Depois de oito anos de seminário alcançara seu ideal ao ser ordenado sacerdote em janeiro de 1993 na sua terra natal. Encarregado da desobriga de Grajaú, granjeou o coração dos sertanejos e já vislumbrava um intenso apostolado. Deus quis diferentemente. Deixou seu recado nos breves seis meses de seu ministério e encerrou sua missão oferecendo a vida em oblação. Tinha 31 anos de idade. Foi o primeiro dos frades nativos da Vice-Província maduro para a coroa.

N. 26/01/ 1962  -  V. 01/02/1986  -  P. 02/02/1987  -  S. 26/01/1993

 

07 de AGOSTO

1909 – Fortaleza-CE
Fr. Afonso de Castel Di Lecco (Como) – Elia Crotta.
Veio ao Brasil em 1892 com Frei Carlos de São Martinho Olearo, depois de ter exercido seu ministério de pregador por vários anos na Província. Foi um dos primeiros a chegar ao Maranhão, após o estágio pernambucano onde treinou para as Missões itinerantes.   Desdobrou seu zelo pelas almas na imensa diocese do Maranhão que na época abrangia todo o Estado do Piauí. Chegou ao Amazonas e de Manaus até Tanapesissu, às margens do Rio Negro e daí para o Careró, no Rio Solimões. Foi de ajuda valiosa para aquela Diocese através de sua pregação ardente. Tendo voltado a São Luís, trabalhou com fervor na igreja de São Pantaleão e restaurou a igreja do Bacanga. Por duas vezes foi Discreto da Missão. Mais tarde se juntou a Frei Carlos na Colônia indígena de Santo Antônio do Prata onde também ficou trabalhando vários anos.  Quando veio o Visitador Geral aceitou ser seu guia até o fim da visita. Depois de inúmeros sacrifícios para o bem do povo, já “ancião” com seus 55 anos, acometido por hidropisia, empreendeu uma viagem cheia de dificuldades para o Ceará, na esperança da cura. Lá, porém, foi a meta final de sua caminhada apostólica neste mundo.
Faleceu aos 55 anos de idade.

N. 10/08/1854  -  V. 25/02/ 1876  -  P. 05/03/1877  -  S. 1884 (?)

08 de AGOSTO

1985 – São Paulo-SP
Fr. Aristides de Melegnano (Milão) – Aristide Arioli.
Chegou ao Brasil em 1951. Foi desobrigante em Barra do Corda e na paróquia de Abaetetuba (Pará) até aquele imenso território missionário ser entregue à Arquidiocese de Belém.
Em Juazeiro do Norte revelou seus dotes de missionário itinerante e de pregador de retiros ao clero e às religiosas. Encarregado oficialmente da pastoral indígena para a qual parecia ter pendor, isolou-se na paróquia de Montes Altos em contato com os índios Krikatís e lá permaneceu cerca de vinte anos.
Publicou suas experiências em dois livros escritos em tempos diferentes. Manifestou seu arrojo construindo uma igreja característica em Montes Altos, a casa paroquial e um hospital de grande categoria que, inspirando-se no Santo Padre Pio de Pietrelcina, chamou de “Casa alívio do sofrimento”. Já no fim de sua vida planejou e concluiu a construção de uma torre de sinos em comemoração ao centenário da presença dos capuchinhos no norte e nordeste do Brasil.
Foi missionário sempre; em tempo de lazer, escritor; por paixão, construtor.
Uma banal queda dentro de casa deixou-o em gravíssimas condições e não valeu sequer sua urgente transladação para um hospital de São Paulo. Seus despojos, reclamados pelos parentes, repousam em sua terra natal.
Faleceu aos 73 anos de idade.

N. 21/05/ 1922 -  V. 13/07/ 1942  -  P. 14/07/1943  -  S. 24/06/ 1950

09 de AGOSTO

1955 – Fortaleza-CE
Fr. Eugênio de Moretta  (Cûneo) – Bartolomeo Salomone.
Chegou ao Brasil em 1909. Aluno da Província de Turim (Itália) onde foi guardião e professor de teologia por vários anos, optou para a nossa Missão com todo o entusiamo suscitado nele pelos exemplos do Cardeal Guilherme Massaia e dos frades da Missão do Maranhão, conhecidos através da revista Annali Francescani. Foi excelente pregador de Missões populares e apóstolo nas desobrigas.
Trabalhou na Colônia indígena de Santo Antônio do Prata, em Turiaçu, em Belém na Paróquia de São José de Queluz, em São Luís no Santuário de Ribamar, em Canindé como professor, em Guaramiranga como guardião e professor de Teologia Moral no Estudantando inter-Custodial. Após uma estadia no Santuário de São Francisco em Belém, passou para o Ceará onde em Messejana concluiu sua laboriosa jornada. Foi homem de intensa oração, de grande misericórdia na administração do sacramento da reconciliação e foi sempre muito dedicado ao estudo até os últimos meses de sua vida.
Faleceu aos 83 anos de idade.

N. 28/01/ 1872  -  V.17/04/ 1887  -  P. 17/04/ 1880  -  S. 30/08/1894

1979 – Bréscia-Itália
Fr. Guilherme de Levate (Bérgamo) – Simeone Bertulessi.
Veio ao Brasil em 1946 e ficou até 1970. Foi desobrigante e depois pároco em Barra do Corda onde fundou o Colégio “Nossa Senhora de Fátima” (1955). Após uma temporada na Itália, voltou ao Brasil em 1974 e foi pároco em Santarém Novo até que em 1976 se viu obrigado a regressar definitivamente à pátria. Lá foi capelão de anciãos no Instituto de Vimodrone (Milão).
                        Faleceu aos 59 anos de idade.

N. 28/05/ 1920  -  V. 13/ 07/ 1938  -  P. 14/07/ 1939  -  S. 26/07/ 1945

1981 – Bérgamo-Itália
Fr. Heliodoro de Inzago (Milão) – Giacinto Sala.
Chegou ao Brasil em 1920 e ficou quarenta e nove anos. Teve uma longa jornada missionária, rica de muitas atividades, a começar pelas desobrigas na paróquia de Barra do Corda, que na época abrangia as atuais paróquias de Presidente Dutra, Tuntum, Joselândia, Esperantinópolis, até Turiaçu. Por encargo dos superiores da Província e substituindo o renomado missionário popular Fr. Davi de Desenzano, pregou mais de cem Missões, até mesmo quando em idade já avançada.
Onde, porém, manifestou mais fortemente seu zelo e sua popularidade foi no Piauí. Em Teresina construiu o convento junto à igreja construída por Fr. Serafim de Catânia, centro propulsor de espiritualidade para a capital e para o além-rio Parnaíba. Mais tarde construiu o convento de São Sebastião em Parnaíba. Seu apostolado chegava às casas e às pessoas, que o chamavam carinhosamente de “Paizinho”. Foi prestigiado por altas autoridades que lhe conferiram a cidadania honorária. Por ocasião do desmembramento da Custódia Geral do Ceará e Piauí, retirou-se em São Luís, na Paróquia do Anil e no leprosário do Bonfim. Depois de quase meio século de serviço à Missão, voltou à pátria e se preparou na enfermaria de Bérgamo para o grande encontro, que aconteceu quando tinha 93 anos, cheio de obras e de méritos.
             
N. 17/09/ 1888  -  V. 27/04/ 1904  -  P. 02/05/ 1905  -  S. 05/07/ 1914

10 de AGOSTO

1985 – Bérgamo-Itália
Fr. Bartolomeu de Valtorta (Bérgamo) - Isacco Fortunato Milesi.
Veio ao Brasil em 1935. Durante sua juventude experimentou a dureza da vida militar na guerra de 1914-1918 que o preparou para os sacrifícios maiores da vida missionária. Exerceu seu precioso ministério em Barra do Corda, em São Luís no convento do Carmo, como assistente no Seminário que ali teve seus humildes inícios. Em Guaramiranga foi instrutor dos irmãos leigos. Em Belém também edificou religiosos e leigos com seu espírito de oração e silêncio e com seu trabalho assíduo na horta, sempre admirada por seus frutos e verduras que alegravam a mesa comum. Por estar já adiantado nos anos e abalado na saúde, após 38 anos de missão voltou à pátria e se retirou na enfermaria provincial de Bérgamo onde completou sua longa e meritória jornada.
Faleceu aos 85 anos de idade.

N. 26/02/ 1900  -  V. 17/10/ 1925  -  P. 04/11/ 1926

 
2001 – Bergamo-Itália

Fr. Alberto de Milão (Mião) Enrico Beretta
Chegou ao Brasil em 1949 movido pelo entusiasmo missionário acalentado por tantos anos. Laureado em medicina e cirurgia em 1942 e habilitado à profissão no ano seguinte. Entretanto, por não obter a homologação de seus graus acadêmicos, teve de submeter-se novamente a uma longa série de provas no território nacional. Pela segunda vez laureado em Porto Alegre em 1954 e tendo adquirido outras especializações, voltou a Grajaú.
Acolá seu atendimento aos doentes era incessante. Sonhou construir um hospital para a multidão de infelizes que a ele recorriam de todo o sertão maranhense e precisavam de internação e de tratamentos mais demorados e aprimorados. Conseguiu realizá-lo arranjando recursos de maneira admirável.
Embora já presbítero, ordenado com as cartas dimissórias do Prelado de Grajaú, o fervor de seus ideais levou-o a pedir a admissão na Ordem Capuchinha. No silêncio do noviciado de Guaramiranga sua alma contemplativa encontrou o ambiente apropriado. Foi uma breve pausa no trabalho cansativo de clínica médica. Retomou seu lugar em Grajaú em 1962. Com sua humildade, competência e santidade de vida, granjeou a simpatia de todo o povo, cristãos e índios, e sua fama se difundiu.
Em 1967 recebeu o premio “Missione del Médico” do Instituto Carlo Erba. A imprensa noticiou o evento com um artigo em que o apresentava como “Cirurgião e pedreiro ... nas florestas do Brasil”. Em 1974 foi-lhe conferida pela Assembléia Estadual do Maranhão a honraria de “cidadão maranhense”.
No início de 1982, atingido por derrame, teve de ser repatriado. Na sofrida imobilidade e na lembrança saudosa da intensa atividade de seus 33 anos de missão, começou sua total oblação até o dia em que o Senhor o chamou para o prêmio eterno, juntando-o à irmã Santa Gianna Beretta. Na humildade operosa viveu. Na humildade morreu, saindo de mansinho do cenário do mundo para entrar na bem-aventurança do céu.
Faleceu aos 85 anos de idade.

N. 28/08/1916 – V. 13/03/1948 – Pt. 16/08/1961 – Pp. 16/08/1964

15 de AGOSTO

1950 – Fortaleza-CE
Fr. Teobaldo de Monticello (Como) – Alfredo Sironi.
Chegou ao Brasil em 1910. No ano seguinte foi destinado a Barra do Corda onde sua obra missionária ficou notável em todo o sertão maranhense. No ano de 1914 passou para o Ceará e por um ano foi companheiro de Fr. Marcelino de Milão, o sênior, nas Missões populares. Em 1915 esteve em Belém do Pará e de lá foi para Manaus de onde regressou novamente para o Maranhão, saindo em excursões apostólicas para os mais desencontrados rincões do Estado. Isto até 1933, passando depois para o Piauí para acompanhar o bispo de Teresina nas suas visitas pastorais.
Sua dedicação, seu espírito acolhedor e sua bondade encantadora deixaram nas povoações uma lembrança perene e as pessoas falavam dele como de um santo. Em 1936 retornou à capital maranhense e no ano sucessivo a Fortaleza onde, a pedido dos bispos diocesanos, percorreu Fortaleza, Crato, Sobral, Limoeiro, sem medir sacrifícios e dificuldades.
Em 1949, por vontade dos superiores abriu a nova residência de Juazeiro do Norte. Permaneceu lá até junho de 1950 para depois voltar a Fortaleza e percorrer a última etapa de sua jornada missionária e distribuir os tesouros de sua experiência e santidade aos assíduos freqüentadores da igreja do Sagrado Coração de Jesus. Foi excelente orador, diretor e guia iluminado das consciências, homem sedento do Absoluto.
Faleceu aos 67 anos de idade.

N. 27/08/ 1883  -  V. 27/02/ 1889  -  P. 01/ 03/ 1900  -  S. 14/03/ 1908

18 de AGOSTO

1920 – Fortaleza-CE
Fr. Serafim de Pisogne (Bréscia) – Lorenzo Crescini.
Já missionário em Agra, na Índia, de 1887 a 1896. Por motivos de saúde teve de regressar à Província, mas uma vez restabelecido retomou seu lugar nas Missões, desta vez na recém-aberta Missão do Maranhão. Aqui chegou em 1896 e exerceu seu ministério precioso e paciente em várias de nossas residências.
Por fim, já ancião e doente, foi destinado a Fortaleza. Não podendo mais dedicar-se aos trabalhos como sempre havia feito, passava longas horas em fervorosas orações diante do SS. Sacramento da capela do convento, que nas principais festas se transformava num paraíso. Este nosso co-irmão brilhou por profunda espiritualidade, ilimitada obediência e sumo respeito aos sacerdotes. No dia da solenidade da Assunção, após as orações da tarde rezadas com a Fraternidade, repentinamente empreendeu sua viagem para a glória, deixando todos com intensa saudade.
Faleceu aos 69 anos de idade.

N. 23/04/ 185l  -  V. 27/02/ 1882  -  P. 28/ 02/ 1883

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