02 de DEZEMBRO
1936 – Bérgamo-Itália
Fr. Tranqüilino de Alzano Lombardo (Bérgamo) – Giuseppe Magilli.
Chegou ao Brasil em 1901 e permaneceu até 1922. Encarregado do Santuário de Canindé. Capelão do hospital dos tuberculosos, leprosos e contagiados de varíola, em Belém do Pará (1903-1906) onde manifestou seus dotes e suas virtudes de caridade e de serviço aos sofredores. Voltou para Canindé onde continuou seu apostolado entre os enfermos. Obrigado a repatriar por causa da saúde debilitada, exerceu seu ministério sacerdotal no convento de Albino.
Faleceu aos 75 anos de idade.
N. 06/06/1861 - V. 22/ 10/ 1881 - P. 23/ 10/ 1882 - S. 10/ 04/ 1886
03 de DEZEMBRO
1912 – Santo Antônio do Prata-PA
Fr. Angélico de Villa Cortese (Milão) – Luigi Rabbolini.
Chegou ao Brasil em 1896. Técnico em tecelagem, usou do seu talento em prol do Colégio indígena de Barra do Corda. Cooperou na implantação e no desenvolvimento da Colônia agrícola fundada por Fr. Carlos de São Martinho Olearo na mesma cidade. Transferido para a Colônia de Santo Antônio do Prata, morreu num acidente ferroviário para salvar a vida de alguns alunos do Colégio indígena.
Tinha 52 anos de idade.
N. 25/ 06/ 1860 - V. 26/ 05/ 1885 - P. 30/ 05/ 1886
05 de DEZEMBRO1913 – Fortaleza-CE
Fr. João Pedro de Sexto São João (Milão) – Giuseppe Recalcati.
Chegou ao Brasil em 1894. Entregou-se à pregação itinerante das Missões populares com grande sucesso espiritual no Maranhão, no Piauí e no Ceará. Discreto da Missão, cooperou em São Luís para a restauração e o embelezamento da igreja do Carmo e do convento anexo.
Em 1901, a pedido do Visitador Geral assumiu o ofício de Superior Regular da Missão. Governou com muita sabedoria por oito anos sucessivos e por outro período de 18 meses. Em 1902 transferiu a sede da Missão para Belém do Pará, julgando ser mais central em função dos planos missionários da época. Erigiu o convento de Fortaleza.
Fundou a Congregação das Irmãs Terceiras Capuchinhas para auxiliar os missionários capuchinhos, especialmente na educação das crianças e dos adultos. Cuidou com carinho das Colônias Indígenas de Ourém e do Prata. Foi ele que querendo restringir o campo de trabalho cedeu aos capuchinhos da Úmbria a residência de Manaus e as casas da Amazônia. Extenuado pelas viagens das visitas canônicas aos frades, espalhadas pelo vastíssimo território de quatro Estados, morreu em Fortaleza, vítima do dever. Deste nosso co-irmão foi aberto em Fortaleza o Processo Arquidiocesano de Canonização no dia 18 de setembro de 1997.
Faleceu aos 45 anos de idade.
N. 09/09/ 1868 - V. 28/02/ 1884 - P. 02/ 03/ 1885 - S. 23/ 05/ 1891
08 de DEZEMBRO
1997 – Bérgamo-Itália
Fr. Dionísio Guerra de Prímolo (Sôndrio) – Vittório Guerra.
Chegou ao Brasil em 1954. Foi desobrigante em Presidente Dutra de 1955 a 1960 e depois pároco de 1960 a 1965. Com a colaboração de Fr. Liberato Giudici construiu o grandioso colégio para a educação da juventude do lugar. Transferido em 1965 para Tuntum, passou nesta paróquia a maior parte de sua jornada missionária levantando as estruturas que ainda subsistem: casa das Irmãs, obras sociais, escolas de artes e serviços, oficina mecânica, o centro paroquial de pastoral, o estádio esportivo. Embelezou a praça da igreja com o monumento de São Francisco, cópia do monumento nacional da Itália que se encontra em Milão. Construiu também várias capelas acompanhando o assentamento e o crescimento demográfico da imensa paróquia. Sua bondade e seu jeito paterno lhe conquistaram a estima de grandes e pequenos. A Câmara Municipal lhe conferiu a cidadania e a cidade lhe dedicou um hospital.
Transferido para Pedreiras em qualidade de Superior e Pároco, proporcionou aos dirigentes de comunidades e aos catequistas cursos apropriados.
Em 1983 ficou encarregado da igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na Cohab em São Luís e se empenhou a revigorar a família através de encontros (ECC), da pastoral sacramental e da vivência fraterna. Além de assistir as várias associações paroquiais, foi Assistente arquidiocesano da Legião de Maria.
A última temporada de sua longa jornada missionária a viveu como guardião do convento do Carmo, onde incentivou a devoção a Nossa Senhora e aderiu ao Movimento Sacerdotal Mariano. Teve o reconhecimento do Estado do Maranhão que em 1990 lhe conferiu as honorificências da Ordem dos Timbiras com o grau de oficial.
Há tempo, porém, vinha trazendo em seu corpo a doença que levaria ao túmulo. Aceitou o sacrifício de desprender-se de uma multidão de amigos e repatriou para passar os últimos anos na enfermaria de Bérgamo na esperança de ficar curado. Mas entre dores lacerantes entregou sua alma a Deus na solenidade de Nossa Senhora Imaculada, indo receber seu galardão no céu.
Faleceu aos 71 anos de idade.
N. 06/03/1926 - V.14/08/1949 - Pt. 15/08/1950 - 13/03/1954
10 de DEZEMBRO
1949 – Réggio Emília-Itália
Frei Ângelo de Vignola (Vignola) – Edmondo Graziosi.
Aluno da Província de Parma, associou-se a esta nossa Missão do Maranhão, chegando ao Brasil em 1906 ainda estudante. Em Canindé aprendeu o português com os frades, fez sua profissão perpétua e foi ordenado sacerdote em 1908. Desobrigou em diversos lugares, chegando até Alto Alegre onde contraiu uma dolorosa artrite que o imobilizou por algum tempo.
Foi superior em Barra do Corda e também em Belém, em 1926, onde celebrou com bonita liturgia e com grande fruto para as almas as festas do VII centenário do Trânsito de São Francisco. Sempre no Pará, foi companheiro de jornada do Servo de Deus Fr. Daniel de Samarate no mesmo leprosário. Superior também em São Luís no convento do Carmo.
Em 1939 voltou para a sua Província e no mesmo ano zarpava, rico de experiências missionárias acumuladas nesta Missão, para a Etiópia, pois nesse país a Missão dos Ardussos tinha sido confiada à Província de Parma, após a saída dos co-irmãos franceses.
Forçado pelos eventos bélicos da segunda guerra mundial, voltou de novo à Província, aguardando tempos melhores para a reconstrução daquilo que a guerra destruíra. Também em sua Província encontrou a guerra civil que perdurou até 1945. Faleceu em 1949 aos 64 anos de idade, pranteado por seus co-irmãos que sempre o apreciaram. Com efeito, era dotado de bondade, polidez e sinceridade, dotes essas que durante a sua vida lhe cativaram o afeto do povo, do clero, de governadores e de bispos, os quais porfiavam em tê-lo consigo para serem ajudados nos trabalhos pastorais.
N. 10 /10 / 1885 - V. 13 / 01 / 1901 - Pt. 14 / 01 / 1902 - Pp. 12 / 01 / 1908 - S. 10 / 05 / 1908
2004 – Bérgamo-Itália
Fr. Ernesto da Vertova (Bérgamo) – Giovanni Merelli.
Chegou ao Brasil em 1958, depois de ter servido os irmãos em vários conventos da Província de Lombardia nos humildes e cansativos serviços de cozinheiro e hortelão. Viveu também uma experiência missionária no sul da Itália em Spezzano Sila. Almejando realizar seu ideal missionário, foi enviado ao Brasil. Em Grajaú ficou de 1958 até 1979 como auxiliar nos serviços gerais da casa e também nas solenes funções da catedral. Foi companheiro dos bispos D. Emiliano Lonati e D. Adolfo Bossi, que muito apreciaram seus préstimos. Teve ocasião de experimentar o ambiente de Alto Alegre no período perturbado que terminou com o fechamento daquela residência tão carregada de história. Deixou um interessante relato dos últimos dias da presença missionária naquele lugar. Em 1981 residiu em Tuntum junto aos noviços e lá permaneceu até 1990, quando foi transferido para São Luís até 1999. Sempre disponível à voz da obediência, por breves períodos esteve em Porto Franco e Açailândia, para voltar na periferia de São Luís nas casas de formação do Coroadinho e da Cohab. Por fim, abalado em sua saúde os Superiores, preocupados, devolveram-no à Província-Mãe de Lombardia onde na enfermaria provincial encerrou sua trabalhosa caminhada pouco depois de seu regresso.
Faleceu aos 71 anos de idade.
N. 1933 – V. 1953 – P.T. 1954 – Pp. 1957.
2002 – Milão-Itália
Fr. Alfredo de Como (Como) – Giancarlo Lunghi
Veio ao Brasil em 1953 e aqui permaneceu por uma década. Sua atividade ficou concentrada na capital paraense. Dedicou-se com particular afinco à juventude. Era o seu carisma e o ideal cultivado desde jovem. Fundou a JUFRA em Belém e procurou encaminhar seus membros numa espiritualidade séria, madura e exigente.
No tempo de sua permanência no Pará dedicou-se também a várias formas de pregação, animando todos com seu entusiasmo e alegria.
Quando voltou definitivamente à Província, trabalhou em vários conventos, mas sua atividade missionária se destacou sobretudo entre os emigrantes na Suiça. O Consulado Italiano de Sion conferiu-lhe a honorificência da “Cruz de cavaleiro ao mérito da República Italiana” pelos muitos trabalhos em prol da comunidade italiana presente em Martigny e em outros sete centros vizinhos.
No fim de sua vida recolheu-se no convento de São Francisco em Milão, sede da faculdade teológica, ponto de referência para os jovens estudantes capuchinhos para os quais falava de suas experiências no Brasil, na Suiça e também na Costa do Marfim.
Faleceu aos 76 anos de idade.
N. 23/03/1926 – V. 14/08/1945 – Pt. 15/08/1946 – Pp. 15/08/1949 – S. 28/02/1953
2005 – Bérgamo-Itália
Fr. Hortêncio de Treviglio (Bergamo) – Angelo Conti
Chegou ao Brasil em 1937, já sacerdote, mas ainda estudante do quarto ano de teologia, que concluiu em Guaramiranga no estudantado Inte-custodial.
Com Frei Heliodoro em 1939 abriu a casa de Teresina, ambos acolhidos com grande festa pelo bispo D. Severino de Melo e pelo povo. Ficou como cooperador até o fim do ano, acompanhando o prelado nas visitas pastorais à Diocese que abrangia todo o Estado do Piauí. Após breve estadia em Belém foi ao Ceará como professor no Seminário Seráfico de Messejana e de 1949 a 1952 como guardião e diretor.
Passou por várias casas e ocupou diversos encargos entre os quais o de Comissário da OFS e de Vice-Provincial. Depois de 37 anos intensos nos vários âmbitos da Custódia e da Prelazia resolveu encerrar sua aventura missionária e regressar à pátria.
Foi religioso de muita oração e de dedicado trabalho na evangelização segundo as modalidades de seu tempo. Na Província de Lombardia viveu os restantes 31 anos de sua vida no recolhimento dos conventos e integrado nas fraternidades. Preparou-se para o encontro com o Senhor, carregando sem queixas os incômodos e as doenças.
Faleceu aos 91 anos de idade.
N. 10/02/1914 – V. 20/02/1929 – Pp. 11/02/1935 – S. 01/08/1937
1971 – Bergamo-Itália
Fr. Adriano de Bondo Petello (Bérgamo) – Luigi Ceresoli.
Soldado na guerra de 1915-1918, ferido e condecorado. Veio ao Brasil em 1930. Encarregado da desobriga de Barra do Corda e depois superior da mesma residência. Pensou em edificar uma igreja em recordação de nossos frades que tombaram em Alto Alegre. Voltou à Itália em 1939 e lá ficou retido por causa da segunda guerra mundial até 1946. Durante a permanência aproveitou para fazer animação missionária, tornar conhecida a Missão do Maranhão e angariar material vário e recursos financeiros para a nova matriz de Barra do Corda. Publicou em língua italiana um livro narrando suas experiências missionárias no meio indígena: “ Tra gli indi della foresta tropicale “. No Brasil, de 1946 a 1965, preparou a construção da igreja que sonhara, realizada por Fr. Francisco de Chiaravalle em 195l. Os 20 anos de sua atividade missionária estão marcados em três localidades: Barra do Corda-MA; Esplanada-BA; Maracanaú-CE.
Em todas elas deixou os sinais de seu extraordinário dinamismo: escolas, bibliotecas, bandas de música, capelas, vias-crucis, estradas... No último período de sua vida missionária se retirou no leprosário de Maracanaú. Depois de cinco anos voltou à pátria por motivos de saúde. Publicou então outro livro sobre sua experiência missionária: “Dall’impossibile all’incredibile”. Saboreando intensamente a vida em fraternidade, costumava repetir aos co-irmãos: “Como é belo viver em fraternidade!”.
Faleceu aos 74 anos de idade.
N. 04/ 03/ 1897 - V. 14/ 09/ 1920 - P. 15/ 10/ 1921 - S. 02/ 06/ 1928
1973 – Bérgamo-Itália
Fr. Tomaz de Stezzano (Bérgamo) - Carlo Antonio Dotti.
Soldado na guerra de 1815-1918. Chegou ao Brasil em 1926 com a saúde de ferro e a força de um artilheiro acostumado à trincheira. Foi logo encaminhado para as desobrigas de Imperatriz, Grajaú e Barra do Corda. Sempre satisfeito e repleto de uma fé intensa que procurou comunicar às populações sertanejas, que muito o amavam. Superior em Carolina, foi transferido para Guaramiranga como Mestre dos noviços. Ele, acostumado aos espaços imensos do sertão e às longas cavalgadas, aceitou o sacrifício da redução dos espaços e da vida enclausurada por 18 anos. Prestou seu serviço também no leprosário de Antônio Diogo e depois voltou para Carolina, já sede episcopal. Cheio de forças, mas atingido por arteriosclerose e amnésia, teve de voltar à pátria. Isto lhe causou grande sofrimento espiritual nos momentos de lucidez. Em Bérgamo encerrou modestamente seus 48 anos de vida missionária aos 75 anos de idade.
N. 24/09/ 1898 - V. 31/ 08/ 1915 - P. 03/ 09/ 1916 - S. 12/ 07/ 1925
24 de DEZEMBRO1964 – Varese-Itália
Fr. Contardo de Treviglio (Bérgamo) – Ernesto Ferrari.
Chegou ao Brasil em 1938, já sacerdote, mas ainda estudante de teologia, que concluiu em Guaramiranga. Permaneceu na Custódia até 1948.
Professor no Seminário Seráfico de Messejana, professor de teologia e diretor no mesmo Seminário de 1940 a 1948.
Apesar do pouco tempo de permanência e das inúmeras tarefas, dedicou-se com ardor apostólico à pregação das Missões populares. Atingido pela terrível doença de Bürger, voltou à Província onde se dedicou ao ensino nos seminários de Albino e de Varese (1948-1958).
Suportou com franciscana serenidade a dura e longa provação de ter as pernas amputadas, obrigado a ficar numa cadeira de rodas. Esta foi a sua última cátedra, muito eloqüente, pois a partir de sua intensa experiência espiritual pôde dirigir as almas no caminho da santidade. Sua experiência foi narrada num livro muito comovedor, intitulado: “Ricordi di lacrime e di sangue”. Foi o segundo nosso missionário lombardo que teve as pernas amputadas.
Faleceu aos 52 anos de idade.
N. 17/07/ 1912 - V. 30/ 09/ 1929 - P. 01/ 10/ 1930 - S. 07/08/ 1938
1992 – Belém-PA
Fr. João Paulo de Saronno (Varese) - Enrico Renoldi.
Quando viveu na Província, foi bibliotecário no estudantado teológico de Milão. Professor nos nossos seminários Seráficos de Albino e Varese. Assistente no Seminário e Diretor dos postulantes até 1952. Chamado a Roma na Cúria Geral como Vice-Secretário geral, exerceu por vinte anos esse serviço. Chegou ao Brasil em 1971 e foi nomeado pároco da matriz de Santa Tereza, em Imperatriz, e sucessivamente da matriz de Salinópolis onde até ficou até à morte. Apreciava muito a vida retirada e o estudo.
N. 0l / 06/ 1916 - V. 01/09/1936 - P. 02/09/ 1937 - S. 19/06/ 1943
27 de DEZEMBRO
1981 – Bérgamo-Itália
Fr. Mirócles de Ponzate (Como) – Luigi Molteni.
Chegou ao Brasil em 1946 e permaneceu até 1964. Professor no Seminário Seráfico de Messejana. Com Fr. Francisco de Chiaravalle inciou e terminou a construção do grande Santuário de São Francisco das Chagas em Juazeiro do Norte, do convento anexo e do pré-seminário. Cuidou das vocações nativas. Dedicou suas energias às várias associações ligadas ao santuário, especialmente à OFS.
Cooperou também na construção do hospital regional da Prelazia de Grajaú. De volta à Província, desempenhou o cargo de capelão no Pio Instituto de Abbiategrasso, no Hospital Bassini de Milão e no Hospital Psiquiátrico de Como. Superior na casa provincial de Milão e no convento de Bérgamo. Foi o terceiro missionário que teve as pernas amputadas e que terminou seu doloroso calvário na cadeira de rodas na enfermaria provincial.
Faleceu aos 65 anos de idade.
N. 20/06/ 1916 - V. 13/ 07/ 1938 - P. 14/07/ 1939 - S. 26/07/ 1945.
30 de DEZEMBRO
1940 – Fortaleza-CE
Fr. Marcelino de Milão (Milão) – Ernesto Oriani.
Chegou ao Brasil em 1906. Professor no Colégio de Canindé. Superior, escritor castiço e fluente. Excelente orador tanto para os intelectuais como para o povo simples. Grande mestre de Missões Populares, pregou nos Estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas e em outros Estados do Brasil, por solicitação dos bispos diocesanos. Deu particular atenção às vocações nativas. Por vontade do bispo do Maranhão, D. Francisco de Paula e Silva, fundou no Convento do Carmo a “União Operária Maranhense”, que chegou a associar até 900 operários da indústria algodoeira da capital e também de outros setores da vida operária. Procurou proporcionar a todos os membros, através de assistência garantida pelos estatutos, formação, informação e lazer.
Atingido pela lepra, retirou-se no Sítio São Francisco na periferia de Fortaleza e lá não somente deu prova de coragem em aceitar a progressiva mutilação de seus membros, e sobretudo, dos olhos, mas ditou traduções de obras de espiritualidade e um primeiro esboço (em dois volumes manuscritos) da História da Missão. Foi apagando-se modestamente, longe de todos. Ele, que tinha feito acorrer multidões de pessoas, teve modestíssimo enterro, do qual participaram muito poucas pessoas. Assim Deus quis.
Faleceu aos 58 anos de idade.
N. 06/09/1882 - V. 16/09/ 1897 - P. 12/ 10/ 1898 - S. 18/ 02/ 1905
2002 – Bergamo-Itália
Fr. Ubaldo de Ghisalba (Bérgamo) – Giovanni Civera
Chegou ao Brasil em 1950. Foi professor no Seminário Seráfico de Messejana até 1953 quando foi transferido para Teresina. Missionário itinerante por alguns anos. Em 1959 veio a São Luís, sempre como pregador, constantemente disponível.
Em 1963 foi nomeado guardião e pároco em Belém do Pará e em 1968 no Anil. No mesmo ano assumiu a paróquia de Dom Pedro até 1980, quando regressou a São Luis, residindo no Carmo por breve tempo e sendo também ecônomo da Vice-Província.
Em 1983 se tornou guardião e pároco em Pedreiras. Sua última destinação foi Olho d’Água, onde transcorreu a última década de sua longa vida missionária no recolhimento e no atendimento dos freqüentadores daquela estação balneária.
Religioso de inteligência aguda e perspicaz, com seu sutil humorismo alegrava e desanuviava quem tivesse a oportunidade de entreter com ele.
Viajou para a Província de Lombardia em 2002 na esperança de encontrar recursos que o curassem de seus males para em seguida voltar à recém-criada Província de Nossa Senhora do Carmo em cujo território trabalhara com denodo por 52 anos. Na enfermaria provincial, porém, após breve internação foi encontrar o Senhor, que prometeu o galardão àqueles que deixaram tudo para trabalhar pela vinda do Reino.
Faleceu aos 79 anos de idade.