04 de MAIO

1934 – Belém-PA
Fr. Paulo de Trescorre  (Bérgamo) – Fedele Mazzola.
Veio ao Brasil em 1892 com a primeira turma de frades da Lombardia recebidos em Pernambuco pelos velhos missionários da Prefeitura Apostólica. Por solicitação de Frei Carlos de São Martinho Olearo, do qual era fiel colaborador, deixou o Pernambuco para vir ao Maranhão em 1894. Foi sacristão zeloso na igreja do Coração de Jesus em Fortaleza e no santuário de Canindé. Trabalhou muito também como mestre-de-obras na construção da igreja e do convento de Belém. A ele se deve também a torre da igreja de Rosário no Maranhão.
Faleceu aos 76 anos de idade.

N. 24/04/1858  -  V. 06/ 07/ 1883  -  P. 07/07/ 1884

07 de MAIO

1910 – Belém do Mafra -AM
Fr. Júlio de Nova Milanesa (Milão) – Giovanni Grimoldi.
Veio ao Brasil em 1907. Foi descrito assim: “Moço ardente, de puros ideais, missionário de sacrifício”. Acometido de ataques de malária aguda enquanto se achava em visita missionária no Alto Solimões numa localidade chamada Belém do Mafra, arrumou com plena lucidez todas as suas coisas, os livros, os documentos e os entregou ao senhor Raimundo Mafra. Pouco depois faleceu na paz dos eleitos, edificando a todos com sua morte santa. Seus despojos mortais repousam na capelinha do senhor Antonio Roberto Mafra, abaixo da Vila de Tonantins. Os seringueiros, que receberam os benefícios do seu apostolado no entusiasmo de sua juventude, choraram-no como se tivesse morrido um pai.
Faleceu aos 26 anos de idade.

N. 16/01/ 1844  -  V. 27/02/ 1899  - P. 01/03/ 1900  -  S. 22/04/ 1905

08 de MAIO

2002 – Bergamo-Itália
D. fr. Adolfo de Sexto São João (Milão) – Luigi Bossi.
Chegou ao Brasil em 1935. Por uma temporada lecionou no estudantado de Guaramiranga e se dedicou à pregação de missões populares. Em 1944 foi guardião do convento de Fortaleza no Ceará e em 1946 segundo Assistente da Custódia do Maranhão. Em 1952 foi designado Custódio pelos Superiores da Província de Milão, cargo que ocupou até 1958. Foi eleito nesse mesmo ano bispo titular de Parnasso e Auxiliar de Grajaú.
Em 1966 foi prelado “nullius” da mesma. Em 1971 apresentou sua renúncia à Sé Apostólica e regressou à Província-mãe.
A ele se deve a abertura do Seminário para o clero diocesano e a ordenação dos primeiros presbíteros encardinados na circunscrição de Grajaú. Foi também ele que, preocupado com a formação de um laicato adulto e consciente, abriu a “Escola da Fé”.
Viveu 31 anos como bispo emérito na Província da Lombardia no convento do SS. Crucifixo em Musocco, onde acolhia e ajudava os missionários que regressavam de seus campos de evangelização. Transferiu-se por fim para a enfermaria provincial onde passou sua última longa etapa antes do encontro com o Supremo Pastor.
Faleceu aos 94 anos de idade.

N. 23/06/1908 – V. 14/08/1924 – Pr. 15/08/1925 – Pp. 15/08/1929 – S. 23/07/1933.  
Bispo Auxiliar: 18/06/1958 – Prelado: 31/07/1966  

11 de MAIO

1942 – Fortaleza-CE
Fr. Lourenço de Alcântara (Maranhão) – José Manoel Furtado   Duarte.
Pertencia a uma rica família do Maranhão. Na juventude freqüentou os colégios e as Universidades de Coímbra e Losana, doutorando-se em ciências naturais e engenharia. Foi vice-reitor do Colégio Dejar em Belém do Pará. Teve amplo círculo de amigos nos meios intelectuais de Paris. Em 1901 foi aceito no noviciado em Canindé e no ano seguinte fez sua profissão religiosa, contrariando as expectativas da mãe, que discordava da escolha do filho e que em sinal de desaprovação não quis estar presente na ordenação sacerdotal dele em 1905. Em 1906 foi eleito Reitor do Instituto Indígena de Ourém (Pará), aberto naquele mesmo ano. Foi Superior e Vigário em Imperatriz na época em que a Vila Nova de Santa Teresa, após o recenseamento feito por ele, tinha “contadinhas 823 pessoas”. Lá iniciou a construção da igreja matriz, mas não conseguiu terminá-la por falta de recursos materiais e humanos. Foi até a Itália esmolar para esse fim. A pedido do Bispo do Maranhão redigiu um relatório completo e interessante sobre os índios da região tocantina. Procurou evangelizar os Kricatís. Várias vezes foi encarregado de restabelecer a paz entre os índios na Mãe Maria. Foi superior e Vigário em Barra do Corda e em Carolina. Dedicou os últimos anos de sua vida na formação dos jovens pós-noviços em Guaramiranga onde foi Guardião e Diretor dos estudantes.
Faleceu aos 69 anos de idade.

N. 04/04/ 1873  -  V. 25/03/ 190l  - P. 17/09/ 1902  - S. 22/ 04/ 1905

15 de MAIO

1993 – Capanema-PA
Fr. Hermes de Spirano (Bérgamo) – Sebastiano Recanati.
Chegou ao Brasil em l946. Sua primeira destinação foi Abaetetuba e Igarapé Mirim, como desobrigante. Em 1953 foi enviado a Guaramiranga como confessor dos noviços e dos pós-noviços de filosofia e ao mesmo tempo encarregado da assistência espiritual das capelas da paróquia. Em 1956 foi transferido para São Luís como capelão do leprosário do Bonfim. No fim desse mesmo ano foi nomeado guardião e diretor do Seminário Seráfico de Messejana. Em 1959 foi transferido para Belém do Pará como guardião. Em 1962 o encontramos em Teresina como cooperador na paróquia de São Benedito e missionário itinerante. Em 1964 voltou para o Pará como pároco interino de Capanema até 1965. Voltou novamente a Belém e logo depois a Salinas. Em 1967 Capanema foi assumida pela Custódia do Maranhão. Além desta ampla folha de serviço, não há como elencar sua intensa atividade edilícia em Capanema, tanto na construção da ampla igreja matriz, como das numerosas capelas na periferia de uma cidade em intenso crescimento e acossada pelo proselitismo dos protestantes. Construiu também o salão paroquial e o primeiro esboço do Seminário Seráfico ao lado casa paroquial. Acrescente-se o Abrigo dos Velhos e tantas outras realizações. Fundou uma Congregação de Religiosas de âmbito diocesano: as Irmãs Missionárias do Coração Eucarístico de Jesus. Em virtude desse trabalho e apostolado, não é de estranhar que tenha despertado a admiração popular e tenha sido condecorado com vários reconhecimentos pelas Prefeituras e por Entidades locais e estaduais.
A cidade de Capanema, não podendo ficar com os despojos mortais, ergueu na praça principal um Memorial em sua honra.
Faleceu aos 78 anos de idade.

N. 24/09/ 1915  -  V. 17/08/ 1937  - P. 02/09/ 1938  -  S. 25/06/1945

18 de MAIO

1915 – Manaus-AM
Frei Francisco de Désio (Milão) –
Chegou ao Brasil em 1896, como terceiro oblato. Prestou seu serviço fraterno em várias residências do Maranhão, Pará e Ceará e por fim em Manaus onde  permaneceu depois do desmembramento da Amazônia da Missão Lombarda (1909) e da entrega aos co-irmãos da Úmbria. Lá foi aceito na Primeira Ordem e viveu até sua morte.
Músico muito apreciado na Colônia Izabel (Pernambuco), nas colônias indígenas de Barra do Corda, do Prata e Canindé. Integrou também a fraternidade do Carmo em São Luis do Maranhão, deixando em todos a viva lembrança de suas virtudes.
Faleceu aos 61 anos de idade.

N. 28/07/1854 – V. 30/05/1911 (?) – Pt. 31/05/1912

 19 de MAIO
           
1924 – Tucunduba-PA
Fr. DANIEL DE SAMARATE (Varese) – Felice Rossini.
Veio ao Brasil em 1898, ainda estudante de teologia e com 22 anos de idade. Não são muitos os dados sobre sua vida. Passou pouco mais de um ano em Canindé onde recebeu o diaconato e foi ordenado presbítero. Em fevereiro de 1900 foi enviado à Colônia Agrícola do Prata onde ficou até 1913. Em 1908-1909, manifestando-se os primeiros sintomas da hanseníase, viajou para a Europa e passando por Lourdes recebeu da Virgem a mensagem de que não ficaria curado, mas que lhe seria exigida uma colaboração mais profunda. Voltou para o Prata plenamente conformado, sendo forçado a deixá-lo em 1913. Esteve por breve tempo em São Luís na paróquia do Anil, mas os sinais da lepra, já muito visíveis, obrigaram-no a voltar a Belém no dia 27 de abril de 1914 e a entrar definitivamente no leprosário do Tucunduba, onde ficou servindo e amando até à morte ocorrida no dia 19 de maio de 1924 aos 48 anos de idade.
Depois do seu sepultamento começou logo a difundir-se a sua lembrança até os nossos dias, qualificando-se como fama de santidade
A partir de 1986 apareceram as primeiras biografias e foi nomeado um Vice-Postulador para a causa de beatificação. O processo informativo diocesano encerrou-se em Belém no dia 30 de agosto de 1997.
A Província e os devotos continuam rezando e aguardando o juízo da Igreja sobre suas virtudes heróicas e sobre sua santidade.

N.11 /06 / 1876 – V. 23 / 06 / 1891 – P. 24 / 06 / 1892 – S. 19 / 03 / 1899.

1992 – Fortaleza-CE
Fr. Sabino de Burity de Inácia Vaz (Maranhão) – José de Carvalho Neves.
Depois de sua ordenação em Parnaíba, em 1953, lá ficou  ajudando no intenso trabalho da paróquia de São Sebastião. Em 1957 foi transferido para Barra do Corda como cooperador e  desobrigante do imenso sertão, fazendo a experiência das penosas desobrigas e visitando as aldeias dos índios Canelas e Guajajaras.
Na época do desmembramento do vasto território  da Custódia do Maranhão (1959) regressou ao Nordeste, integrando-se sucessivamente nas Fraternidades de Sobral, Teresina, Parnaíba, Juazeiro do Norte e Messejana.
Como religioso soube reduzir ao mínimo suas exigências pessoais para dedicar-se completamente aos outros. Quando em 1983 se manifestaram nele, ainda jovem, várias doenças que exigiam repouso e cuidados, acreditando na perícia dos médicos e cirurgiões os superiores da Província do Ceará o enviaram ao Rio de Janeiro e a São Paulo onde poderia desfrutar de melhores recursos. Resultando porém inúteis todos os tratamentos, ele fez questão de voltar ao convento onde experimentou em seus últimos dias  que “Quem investe no amor, recebe o cêntuplo mesmo nesta vida”.
Faleceu aos 66 anos de idade.

N. 31/10/1926  -  V. 05/01/1947  -  Pt.06/01/1948  -  Pp.06/01/1951  -  S.08/12/1953

20 de MAIO

1931 – Belém-PA
Fr. Carlos de São Martinho Olearo (Milão) – Francesco Roveda.
É o fundador da nossa Missão. Chegou ao Brasil no Natal de 1892 com 40 anos de idade.
Nossos missionários tinham o encargo de evangelizar os índios da Amazônia e faziam seu tirocínio de aculturação, aclimatação e aprendizagem da língua com os antigos missionários da Prefeitura apostólica de Pernambuco.
Fr. Carlos pensou por bem ir a São Luís em 1894 e se pôs à disposição do bispo Dom Antonio Cândido Alvarenga. Os Superiores pouco depois constituíram com Decreto Generalício a Missão do Maranhão e nomearam Fr. Carlos Superior Regular.
A partir desse ano houve um fervilhar intenso de obras e de fundações apesar do número reduzido de missionários e das dificuldades ambientais. Essa movimentação ficaria refreada em 1901 após o Massacre de Alto Alegre.
Fr. Carlos foi reeleito Superior Regular em 1900. Depois da tragédia, atingido no corpo e na mente à vista horrenda dos cadáveres, saiu do cenário, vivendo uma vida de esquecimento, sofrimento e martírio cotidiano. Ele a aceitou agradecendo a Deus. Tornou-se confessor, homem dos pequenos gestos, da regular observância até 1931, ano de sua santa morte.
Faleceu aos 79 anos de idade.

N. 11/04/1852  -  V. 25/01/1873  -  P. 02/02/1874  -  S. 1875 (?)

1948 – Oceano Atlântico- Próximo a  Cabo Verde
Fr. Bernardino de Mornico (Bérgamo) – Fratus de Balestrinis Reinaldo.
Veio ao Brasil, ainda postulante, em 1907. Vestiu o hábito capuchinho e professou no Convento do Carmo. Recebeu os ministérios no fim dos estudos em Belém do Pará pelo bispo D. Santino Maria da Silva Coutinho, nos anos de 1912-1913 e a Ordenação Sacerdotal em Milão pelo cardeal bem-aventurado D. André Ferrari, em 1914. Chamado a alistar-se no exército na guerra mundial de 1914-1918 serviu nos hospitais militares. Em 1920 voltou ao Brasil e foi destinado à Colônia indígena de Santo Antônio do Prata. De 1922 a 1925 desobrigou em Turiaçu e em 1925 passou para a recém-criada Prelazia de Grajaú como pró-Vigário Geral da mesma. Em 1928 começou seu fecundo apostolado em Fortaleza junto às fraternidades da OFS e como Pároco de Maranguape e da paróquia do Patrocínio na capital cearense. Guardião do convento do Coração de Jesus em Fortaleza de 1931 a 1934. Foi nomeado Superior Regular da Missão, cargo que ocupou até 1937. Iniciou e concluiu a estrutura do Seminário Seráfico de Messejana, do Noviciado e Estudantado em Guaramiranga. Incrementou a escola S. Pio X e foi diretor da revista A Voz de São Francisco. O Servo de Deus, D. Antônio Lustosa, arcebispo de Fortaleza, definiu o apostolado dele um “apostolado epistolar”. Com efeito, através de seus escritos acompanhou por muito tempo muitas famílias e pessoas. Na viagem à Itália para festejar suas bodas de prata sacerdotais foi surpreendido pelo chamado de Deus que lhe doava a recompensa eterna. Seus despojos repousam em sua terra natal.
Faleceu aos 58 anos de idade.

N. 30/10/ 1890  -  V. 29/11/ 1907  -  P. 26/12/ 1908  -  S. 08/12/ 1914

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