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Santos Capuchinhos
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Às oito e trinta do dia onze de dezembro de dois mil e sete, na sala capitular do Convento Nossa Senhora Auxiliadora, em Belém, deu-se início à II Assembléia Provincial da Província Nossa Senhora do Carmo. Após a distribuição do material e um canto do Espírito Santo a palavra foi passada ao Ministro Provincial que fez a saudação de acolhida a todos os participantes da Assembléia. A seguir o Moderador, Frei José de Arimatéia fez a apresentação das Equipes e horário e pediu aprovação da Assembléia que aprovou. Após esse momento de organização foi composta a mesa de presidência, foi chamado o Ministro Provincial, Frei José Rodrigues, o Definidor Geral, Frei José Gislon e o Ecônomo Geral, Frei Eduardo Rubiano. Composta a mesa a palavra foi passada ao Definidor Geral que agradeceu o convite e iniciou sua fala apresentando um panorama geral da Ordem. Parabenizou a Província pela iniciativa de uma Assembléia com um tema tão importante. A seguir mencionou o trabalho da Ordem nas novas Constituições, pedindo que os frades trabalhassem esse material, já disponível no Site da Ordem, para que todos pudessem se envolver, uma vez que se trata de uma atividade que diz respeito a todos os irmãos. A seguir falou de um outro assunto da Ordem, da Solidariedade de Pessoal. Disse que não se tratava de um serviço missionário ou de implantação da Ordem, mas de solidariedade para se tentar superar toda forma de provincialismo. Disse trata-se de um trabalho importante, pois até trinta anos atrás a Europa implantou a Ordem nos países de terceiro mundo. A Ordem se expandiu graças aos trabalhos missionário das Províncias do norte. Hoje essas Províncias não tem mais vocações e precisam da ajuda das circunscrições mais jovens da Ordem. Lembrou que aqueles que receberam agora são chamados a contribuir. Aqui lembrou o projeto missionário da nossa Província para contribuir com a Delegação de Cuba. Essa solidariedade é para manter o carisma capuchinho dentro daquela realidade. O desafio começa dentro da circunscrição, uma vez que se requer preparar os jovens para a missão, pois embora se pertença a uma Província se pertence também a Ordem. A preparação torna-se fundamental, do contrário se terá muita dificuldade de levar a frente essa missão. Outro desafio é preparar também quem recebe. Essa preparação é também fundamental. Lembrou ainda o perigo de comércio nessa atividade. Províncias bem estruturadas enviam dinheiro em troca de missionários. Essa atitude é condenada pelo Governo Geral, pois isso seria excluir as Províncias quem não tem recursos financeiros suficientes para isso. Estaria se instaurando a verdadeira injustiça dentro da Ordem. Outro assunto lembrado foi a criação de uma Comissão Internacional para formação inicial da Ordem. Lembrou que o princípio da solidariedade está dentro da formação, pois é inadmissível que uma Província mantenha um noviciado com apenas um ou dois noviços, e questionou: por que as Províncias não se juntam para cooperação mútua, criando fraternidades interprovinciais. Em relação à economia, lembrou os muitos pedidos de ajuda para formação e enfatizou o grande desafio: buscar a autonomia econômica. Deixou claro que durante os próximos três anos a Cúria Geral continuará ajudando, economicamente, as sete Províncias que atualmente recebem ajuda da mesma, depois essas Províncias deverão ter autonomia econômica. Isso requer criar uma consciência de solidariedade onde cada irmão possa se sentir convidado a contribuir, pois se trata de uma responsabilidade que é de todos. Deve-se pensar antes como capitar recursos para manutenção das Circunscrições. Após essa apresentação foi aberto espaço para perguntas. Frei Gilson Baldez perguntou sobre a ajuda econômica dada a  missionários que vão a outras Províncias. Frei Gislon, respondendo, disse que qualquer ajuda deve passar pelo Fundo de Solidariedade Econômica da Ordem e que nos contratos não deve constar nenhuma cláusula em termos econômicos. Frei Luís Rota pediu esclarecimentos sobre a questão econômica, o que foi esclarecido pelo Definidor Geral enfatizando a necessidade de pessoais preparadas em administração ou em assuntos econômicos. A seguir foi aberto espaço para o intervalo. No retorno Frei Jamilson ensaiou a música da Assembléia composta por ele. A seguir a palavra foi passada a Frei Eduardo Rubiano que pediu desculpas por não conhecer nossa Língua, segundo ele, tão bela. Depois iniciou sua apresentação a partir de um texto, o qual estava traduzido em português. Apresentou uma síntese história do tema na Ordem a começar pelo Sexto Conselho Plenário da Ordem (1998). A partir do Sexto e Sétimo CPO apresentou a questão econômica da Ordem que se funda na kénosis do Filho e nas relações trinitárias. Lembrou que a Igreja é comunhão e que nossas fraternidades devem expressar casa de comunhão de irmãos que são uns para os outros presentes de Deus. A Trindade é a relação fundacional da Igreja. A vida evangélica deve nos levar a essa relação tão cara a São Francisco de Assis que sempre se deixou chamar de irmão. A espiritualidade de comunhão não se opõe a organização, mas ao contrário,  a pressupõe. A pobreza não é apenas uma opção pessoal, mas também da fraternidade. Para isso se requer mudar de atitude, de posse para autonomia. O bem absoluto é Cristo frente ao qual as coisas são relativas. Francisco contempla na encarnação o ato supremo de Jesus que não retém nada para sim, mas se dar por inteiro e de forma absoluta. Lembrou que, precisa-se, para uma economia fraterna, de alguns princípios fundamentais. A economia fraterna é bem mais que relações econômicas, mas é uma reflexão de que somos todos irmãos. Ela deve aumentar a comunhão entre todos os irmãos. Ela deve fazer de nossas casas uma escola de comunhão. Para isso faz-se necessário seguir alguns princípios fundamentais. Primeiro, a transparência, que deve favorecer a comunhão. Ela é garantia de honestidade. A transparência não é para uns, mas para todos. O segundo critério é a participação. As responsabilidades devem ser compartilhadas com o maior número possível. Aqui o guardião assume particular participação como animador. O terceiro critério é a equidade, isto é, um equilíbrio de sobriedade entre as diversas fraternidades, cada uma conforme o que necessita. O quarto princípio, a solidariedade que faz de todos responsáveis de todos. É uma interdependência próxima e fraterna. Não há solidariedade autêntica sem amor. A solidariedade não acaba com a pobreza. É uma atitude que vai além do juridicamente estipulado. O quinto princípio é a austeridade. O uso dos meios modernos muda a cada ano, criando desigualdade no mundo. Lembrou as tantas coisas que se tem sem necessidade, coisas que os pobres necessitam no dia a dia. Nesse contexto a austeridade é uma virtude necessária na vida de fraternidade. O sexto princípio, a co-responsabilidade, onde todos devem se sentir parte desse processo administrativo fraterno da Ordem. Assim terminou sua apresentação abrindo espaço para possíveis questionamentos. Frei João Santiago perguntou se a Ordem acredita por tudo isso (o que fora apresentado) em prática. O Definidor Geral respondeu que não apenas acredita como está trabalhando com muita determinação por isso. Frei Rubiano acrescentou que a Cúria Geral contratou um auditor de fora para analisar a questão econômica da Ordem. Isso para se ter claro a questão econômica e se poder administrar conforme nossa carisma de pobreza franciscana. Em relação a transparência, o Definidor lembrou que as Instituições que ajudam a Cúria Geral mandam visitador para saber se a doação foi realmente bem aplicada. Isso requer transparência econômica. A esse respeito Frei Nilton pediu que na Província houvesse mais clareza quando se apresentar a questão econômica. Frei Luís Rota esclareceu a questão dizendo que se deve apresentar os números, porém  não se distribuir os mesmos. Frei Rubiano disse que o importante é que todos saibam os dados econômicos da Província. Frei Gislon fez lembrar a importância de que todos participem desse processo. Assim encerrou-se a primeira manhã de atividades. Às quinze horas deu-se reinício as atividades. Após um canto o Moderador da tarde, Frei Gilson Baldez, passou a palavra a Frei Eduardo Rubiano. Retomando a temática iniciou uma apresentação mais prática de como organizar uma economia centralizada na Província. Esta é uma rede de fraternidades com identidade própria e não uma federação de casas autônomas. Uma economia centralizada deverá contribuir para a realização do tecido da Província. Disse que os princípios apresentados pela manhã adquiririam valor maior numa economia centralizada, porque a comunhão não permanece fechada dentro dos muros do convento, mas se estende a toda a Província onde todos os membros entram na dinâmica da construção e do desenvolvimento. Este tipo de administração permitirá ampliar o testemunho além de cada casa e será de grande ajuda para que a transparência, a participação, a eqüidade, a solidariedade, a austeridade e a responsabilidade se tornem valores que permitam dar uma identidade à Província e esta, por sua vez, será o cenário propício para mostrar a nossa economia como alternativa real, válida, em concordância com o Evangelho e em sintonia com a espiritualidade e a vocação capuchinha que temos professado. Disse ainda que o serviço do Ecônomo é baseado mais na confiança que o Provincial tem no irmão ecônomo do que no seu preparo profissional. Isto, porém, de forma alguma tira a responsabilidade que os ecônomos têm de se adequarem às exigências atuais da contabilidade. Para chegar a realizar esse sistema econômico centralizado é indispensável dar diversos passos: um programa contábil, um plano único das vozes contábeis, trabalhar sempre com um orçamento, com um instrumento-guia (Manual econômico) e finalmente manter uma verificação. Os dois primeiros passos são técnicos: a escolha, adotar um único programa contábil; primeiro acordo, um modelo de contabilidade bem estruturado com uma linguagem específica e bem organizada; terceiro ponto: o orçamento. Deve-se considerar que quando se fala em orçamento muitos de nossos frades têm uma reação de recusa. Todavia, se desejarmos falar em instrumento e em vida de co-responsabilidade, é importante considerar que hoje temos um válido recurso oferecido pela economia organizada. A administração dos bens deve ser expressão da nossa vida fraterna e pobre. A nossa vida fraterna deve caracterizar as relações econômicas internas em cada nível (local, provincial, geral), ajudando e contribuindo na construção da mesma fraternidade. Disse que o instrumento melhor que hoje temos é o orçamento. É o abc de uma administração fraterna e provincial. A seguir fez pensar nas despesas para a formação dos frades: nos custos da formação inicial, da formação permanente e profissional, no cuidado especial que se deve ter aos irmãos idosos e doentes. A atenta e co-responsável elaboração do orçamento é sinal de vitalidade e compromisso de fraternidade. Não se trata de sufocar o espírito nem de inibir a liberdade dos frades e das fraternidades, mas de potenciar os recursos humanos e utilizar da melhor forma as potencialidades econômicas reais das quais dispomos. O orçamento constitui um elemento-chave na vida fraterna. Para que alcance sua finalidade são necessárias três passagens. Deve ser elaborado em fraternidade. Trata-se de um momento privilegiado em que cada frade tem seu espaço para partilhar seus ideais e poder garantir os meios necessários para a sua realização. O orçamento, pode-se dizer, é a proposta que cada frade faz à fraternidade. É a mesma fraternidade que, depois de um diálogo fraterno, deve chegar a um consenso que conjugue todos os pontos de vista dos frades para depois apresentar o orçamento a quem deverá aprová-lo, o Ministro Provincial e seu Definitório. A mesma fraternidade deve acompanhar por meio de verificação o controle periódico o orçamento, de maneira que seja avaliado, a fim de evitar surpresas tanto no que se refere às despesas como no que se refere às receitas. O quarto passo é o guia, o Manual econômico com o fim de ter uma administração cada dia mais fraterna. O objetivo que se deseja alcançar é dispor de um instrumento normativo técnico que ajude o Provincial, os guardiães, os ecônomos e as fraternidades a fim de uma mais correta e transparente gestão econômico-contábil. A sua finalidade será garantir que as normas e os procedimentos que regem os diferentes processos contábeis da Cúria Provincial sejam devidamente regulamentados e documentados, e oferecer às fraternidades um documento-guia de fácil consulta no que se refere aos processos que ocorrem e no que se refere às responsabilidades acerca de sua execução e condução. O quinto passo é a confiança que não exclui o controle. Este manifesta o interesse pessoal acerca da gestão e da vigilância do patrimônio comum. Deste modo fica assegurado um clima de fraternidade afastando a ambição, a inveja, as diferenças e a cobiça do poder. Com isso cria-se um clima apto que favorece a nossa vida fraterna. Tudo isto é fundamental para uma boa e sã administração econômica. Um mínimo de autonomia é indispensável, especialmente na gestão administrativa, mas para proteger a autonomia é necessário nos acostumarmos ao controle, como procedimento normal, jamais extraordinário. Após essa belíssima apresentação o Moderador, Frei Gilson Baldez, orientou para o intervalo. Ao retorno, após um canto, foi aberto para as perguntas. Frei Domingos lembrou que na diocese de Marabá já se trabalha com organização orçamentária. Frei Luís Rota perguntou se esse programa é novo ou já está sendo posto em práticas por alguma Província. Frei Rubiano respondeu que já existe várias Províncias com programa de economia centralizada. Frei Gislon lembro que no Brasil a Província do Rio Grande do Sul já tem economia centralizada e também a do Paraná-Santa Catarina. A seguir, o Moderador repassou a palavra a Frei Rubiano que continuou a apresentação da temática, apresentando agora a figura do ecônomo e do capítulo local. Terminando sua apresentação foi aberto espaço para possíveis questões ou pedido de explicação. Frei Nilton, tomando a palavra fez lembrar que muitas das orientações já estão contempladas nas orientações da Província e que bastaria observar melhor. Frei Luís Carlos perguntou sobre a separação entre ecônomo e guardião. Frei Gislon disse que se trata de dois ofícios bem distintos e que a separação deve produzir melhor organização das fraternidades. Frei Hugo perguntou sobre a função do pároco e sua contribuição na fraternidade. Frei Rubiano disse que a saída está nos acordo com os bispos. Frei Gislon destacou a necessidade de delegar responsabilidades e preparar os frades para trabalharem nessas questões que são contínuas na nossa vida. Frei Antonio Pinto questionou sobre os frades que recebem dinheiro e que não passa nem pelo pároco, nem pelo guardião. O definidor disse que o Ministro Provincial deve dialogar com esses irmãos e procurar solução. O Ministro Provincial esclareceu que sobre os convênios com as dioceses, passos estão sendo dados, bem como aos irmãos que começam a se preparar para essas questões administrativas. O Moderador da tarde, retomando a palavra, deu por encerrados os trabalhos do dia. No segundo dia, às oito e trinta, deu-se reinício as atividades de estudos. Após um canto ao Espírito Santo, o Moderador da manhã, Frei José de Arimatéia, tomou a palavra e a repassou ao Ecônomo Geral, Frei Rubiano, que deu início a sua apresentação sobre a questão econômica. Apresentou algumas proposições do Capítulo Geral. Primeira: Compete à Província acreditar e levar a diante esta proposta formativa com todos os irmãos, motivar e organizar encontros que os considere necessários; fazer adequadamente, uma análise das necessidades financeiras, para sustentar no futuro, as diversas instituições culturais e formativas dependentes do Ministro Geral; terceira: no próximo Capítulo Ordinário de 2012, seja apresentado o relatório econômico dos anos 2006 a 2011; quarta: Distinguir claramente o relatório econômico da Fundação São Francisco de Assis, do relatório econômico da Cúria Geral. Lembrou que na Ordem existem Províncias que são muito pobres, onde o provincial tem que ir às distintas fraternidades pedindo colaboração, como se estivesse pedindo esmolas dentro de sua própria casa, porém, por outro lado, existem irmãos gerindo investimentos que ninguém conhece e nem sabe da sua existência e, muitas vezes têm mais dinheiro do que toda a Província. E ademais, esse dinheiro é administrado exclusivamente por irmãos que não prestam contas a ninguém. Isso não pode mais continuar assim; ninguém é proprietário de nenhuma obra, nenhuma instituição, nenhum cargo ou ofício. Tudo é da Província e, como tal, os irmãos devem saber o que existe e como se administra. Outras Províncias criaram grandes obras sociais que expressam um vivo exemplo de solicitude para com os necessitados. A solidariedade da Ordem recolhe e distribui atualmente uns sete milhões de dólares, o que permite atender a muitos dos nossos irmãos que vivem em países mais pobres, no meio de conflitos e de guerras, oferecendo-lhes meios para a evangelização e para partilhar com tantos necessitados. Por isso, devemos ler essa proposta capitular como um desafio a gerar estruturas provinciais sólidas e criativas, onde possa concentrar forças e recursos com uma única finalidade: a comunhão de vida. Hoje, a solidariedade está exigindo idéias novas e opções valiosas para poder socorrer tantos irmãos nossos dispersos por países mais pobres, para que cada fraternidade e cada província seja de fato escola de comunhão e centro de irmandade. Isso requer austeridade que é um elemento constitutivo do nosso ser capuchinho, e elemento fundamental de uma economia fraterna. A austeridade é mediadora entre a solidariedade e a eqüidade. Não podemos ideologizar a austeridade e convertê-la em paradigma político, como ultimamente estão fazendo, políticos e governantes. A austeridade tampouco é uma virtude da pessoa individualmente considerada, mas da fraternidade; não é virtude de um simples frade, mas uma opção ou característica da fraternidade, melhor ainda, a identidade da Província. A austeridade não é só a opção pessoal de estilo de vida simples, mas uma opção comunitária contra tudo o que destrói as relações com Deus e com nossos irmãos. É um valor fundamental que preserva os demais valores da vida franciscano-capuchinha. É uma maneira de repudiar o sistema capitalista que funciona, constantemente, criando novos desejos para poder sobreviver. Sem a disciplina da austeridade, a solidariedade se converte em objeto de ofensa e destruição. A austeridade implica e supõe duas virtudes: a humildade e a caridade. Humildade, por começar reconhecendo que Deus é o Único sobre todas as coisas, Pleno e Supremo Bem, Único Bem, e que os homens são administradores dos bens recebidos, cuja administração deve redundar em bem para os demais, com especial atenção aos mais necessitados. Por isso supõe caridade. Hoje, a austeridade nos desafia a moderarmos nosso álibi de consumo, e o uso inescrupuloso de coisas supérfluas, que não sejam de estrita necessidade para nossa vida. A austeridade supõe simplicidade, que é irmã da justiça e mãe da solidariedade. A austeridade nos leva a partilhar não aquilo que nos sobra, nem aquilo que se merece por justiça, mas o que posso partilhar por amor e caridade. A seguir dirigiu-se diretamente à nossa Provincia dizendo que se deve manterá as obras construídas e mantê-las com decoro. As fraternidades devem trabalhar com orçamento que é um elemento claro na vida fraterna e ajuda a viver a vida de pobreza. Tentar criar um bom sistema contábil, que a início é difícil, mas depois se ganha tempo e se evita complicações. Elaborar e aprovar um diretório econômico é de fundamental importância para da vida da Província. Isso ajuda a criar unidade entre todas as fraternidades e cada irmão. Assim terminou sua apresentação. A seguir o Moderador abriu espaço para perguntas e esclarecimentos. Frei Nilton pediu esclarecimento sobre a diferença entre o Fundo de Solidariedade Econômica da Ordem e Fundação São Francisco. O Definidor Geral esclareceu dizendo que o primeiro é o fundo da Ordem e o segundo se trata de um fundo criado a partir da doação de obras de artes de um benfeitor na Itália. Frei Luís Rota perguntou como fazer os depósitos de contribuição para Cúria Geral o que foi esclarecido pelo ecônomo Geral. A seguir o Moderador pediu um canto e ao final passou a palavra a Frei Pedro Antonio que fez uma intervenção sobre a temática da formação inicial, apresentando uma pesquisa sua sobre o assunto. A seguir foi feito o intervalo para o lanche. Ao retorno, após um canto, o Moderador fez a divisão dos grupos para estudo. A seguir, Frei Rubiano deu as coordenadas do estudo em grupo que consistia em elaborar um orçamento para uma fraternidade e outro para a Província. Feita as orientações os grupos iniciaram as atividades.  Às quinze hora retomou-se as atividades. Após um canto o Moderador da tarde, Frei Gilson Baldez, passou a palavra a Frei Eduardo Rubiano, Ecônomo Geral, que abriu espaço para escutar alguns dos grupos de estudo. O primeiro grupo apresentou a elaboração de um orçamento e a seguir foi aberto para perguntas. Questionou-se, do referido orçamento alguns valores bastante elevados e outros muito baixos. Outro ponto questionado foi a falta de reserva, isto é, colocar no orçamento uma reserva para possíveis gastos extraordinários, ou possíveis imprevistos. A seguir, um segundo grupo também apresentou um orçamento, este em nível de Cúria Provincial. Outro grupo também apresentou um orçamento para a Cúria Provincial, enfatizando as saídas. A seguir o Ecônomo Geral retomou a palavra dizendo que o objetivo do estudo em grupo era fazer um exercício prático. Alertou para um perigo de no orçamento a cada ano ir aumentando os valores, disse que se pode estudar maneira para se reduzir os custos. Terminou agradecendo o convite feito pela Província para assessorar a Assembléia Provincial. A seguir foi dado o intervalo. No retorno, o Moderador repassou a palavra ao Definidor Geral que iniciou sua fala elogiando a boa estrutura física da Província, segundo ele, uma das melhores do Brasil. Lembrou a necessidade de um fundo de reserva na Província para questões de emergência. E lembrou que somos chamados a ser pobres mesmo quando temos condições financeiras. A seguir iniciou uma apresentação do panorama geral da Ordem. Falou da unificação de algumas Províncias por falta de vocações. Isso é fruto de um processo de secularização da Europa. Esse processo de unificação é doloroso, dada algumas resistências por parte dos frades, dos bispos e do povo também. Isso requer um grande e demorado processo. Algumas Províncias passam ainda por dificuldades financeiras, sem recursos para manter as estruturas físicas construídas no passado. Em algumas regiões existem Províncias sem vocações, mas existem outras com grandes números de formandos, um exemplo é a Índia com um número elevado de formandos e de frades, muitos já em missão fora do país. Nessa região a Ordem cresce. Na América Latina há certa estabilidade no número de frades. Comunicou que no próximo ano o Ministro Geral estará três semanas no Brasil, no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Brasil Central. A seguir abriu espaço para possíveis perguntas e esclarecimentos. A seguir agradeceu ao Frei Rubiano por sua participação na Assembléia e parabenizou a Província por esse importante passo. Agradeceu por tudo e pediu que cada um amasse a Província que é de cada irmão que a integra. Assim encerrou sua participação. Frei Gilson, Moderador, agradeceu tanto a Frei Rubiano quanto a Frei José Gislon. Assim encerraram-se as atividades do segundo dia de Assembléia Provincial. No terceiro dia, às oito e trinta horas, deu-se início as atividades do dia. Após um canto franciscano o Moderador, Frei Arimatéia, fez chamar o Ministro Provincial que agradeceu de forma oficial a participação do Definidor Geral, Frei Gislon e do Ecônomo Geral, Frei Eduardo Rubiano. A seguir, Frei Arimatéia deu as coordenadas dos trabalhos da manhã e certificou a presença de Pedro Barros, contador da Província. Após isso chamou Frei Dourival Miranda para apresentar um modelo de Convênio. Em sua apresentação deixou claro que o Convênio não é uma invenção aleatória, mas tem fundamento no Código de Direito Canônico. Depois apresentou um histórico dos Convênios na Província que nasceram na época de vice-Província. Apresentou as dificuldades em relação a aceitabilidade desses Convênios por parte de alguns bispos. Apresentou ainda dois modelos de Convênios, um feito com a Diocese de Marabá e outro com a diocese de Bacabal, destacando as diferenças entre ambos. Apresentou ainda o Convênio feito entre a Província e as Irmãs Escolares em relação ao Colégio Frei Narciso Baisini, em Açailândia. A seguir, o Moderador fez chamar o senhor Pedro Barros, contador da Província, que apresentou a atual situação da Associação Educadora São Francisco de Assis e Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo perante o governo e o direito brasileiro. A seguir foi aberto espaço para perguntas e esclarecimentos. Frei Luís Rota apresentou a questão dos imóveis que estão sendo registrado em nome da Província, o que é uma exigência para não perdê-los. A seguir foi feito o intervalo e no retorno o Moderador orientou para o estudo em grupo que consistia em elaborar propostas para a redação de um futuro Diretório Econômico da Província. No retorno o secretário de cada grupo apresentou suas sugestões que foram repassadas à Comissão Econômica da Província. A seguir o Moderador abriu espaço para a avaliação. Frei Domingos disse ter sido tudo muito bom, seja a organização, conteúdo e forma de apresentação; Frei Ângelo Olginati disse ter sido tudo cem por cento bom; Frei Ribamar Cardoso parabenizou a equipe de organização e a acolhida, bem como o conteúdo que foi muito bem apresentado; Frei Jamilson louvou a assessoria de Frei Rubiano com um bom teor teológico; Frei João Franco elogiou muito a apresentação da temática que primou por um único tema; Frei Haroldo disse que necessitou-se aprofundar alguns pontos próprios da Província para ajudar numa maior compreensão de toda a temática; Frei Luís Giudici disse que a organização o surpreendeu com todo o aparato e lembrou o testemunho fraterno dos assessores nesses dias. Assim foi encerrada a avaliação. A seguir o Moderador, Frei Arimatéia, parabenizou os participantes da Assembléia. Já concluindo, a palavra foi passada ao Ministro Provincial para as conclusões. Lamentou a ausência de alguns irmãos, principalmente aqueles que nem apareceram nem justificaram a ausência. Lembrou o retiro anual da Província e pediu que os irmãos confirmassem a presença com antecedência. Lembrou ainda a data das ordenações e fez convite e todos para participar. Frei Douirival tomou a palavra e fez um convite para os vinte cinco anos de vida religiosa dele, do Ministro Provincial e Frei Raimundo Nonato Pestana. Retomando a palavra, o Ministro Provincial, comunicou a nova Circular de Natal e disse que a lista de transferências e calendário sairá depois. Ao final agradeceu a presença de todos, de modo pessoal ao Frei Arimatéia pela animação e as Equipes que trabalharam na realização da Assembléia. Disse ainda que estava muito contente com o Secretariado Econômico. Anunciou ainda que nas próximas visitas às fraternidades vai iniciar suscitar a figura do ecônomo local. Pediu que cada irmão deixasse quatro missas para contribuição nas despesas da Assembléia. A seguir a palavra foi passada ao Frei Nilton e Frei Reginaldo que pediram ajuda no tempo em que estiverem em Cuba. Retomando a palavra o Ministro Provincial deu por encerrada a II Assembléia Provincial da Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo. Nada mais a dizer, eu, Frei Sílvio de Almeida, Secretário, lavrei essa Ata. Para o louvor de Cristo. Amém!  

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