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Frei João Pedro

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Missionárias capuchinhas no Maranhão

 
Histórico
 

1 - Um Frade sobe o Altar aspirando ser Missionário.

 “O Senhor me ungiu e me enviou para levar a Boa Nova aos pobres, curar os Corações aflitos...” (Isaias 61,1).

D

ando-se uma ré, na macha do tempo, a cidade industrial de Sexto São João, há cento e trinta anos não passava de uma modesta vila rural, nos arredores de Milão. Ali residia uma centena de famílias camponesas, pobres e simples, às quais não faltava a paz e a tranqüilidade - apanágio daqueles que trilham os caminhos do Senhor.

 1.1 - Um menino piedoso e ativo. 

Aos nove dias de setembro de 1868, em um daqueles lares cristãos, nasceu mais uma criança igual às demais; porém, era predestinada pelo Senhor a vir realizar grandes maravilhas, entre nós, aqui no Brasil Setentrional.

No Batismo recebeu o nome de Clemente, prenúncio da indulgência e benignidade que tão bem caracterizariam toda sua existência. Cresceu feliz brincando com os irmãos, fazendo travessuras, mas coisa alguma passava despercebida aos olhares da genitora. Naquele  recinto, humilde e virtuoso, Clementino aprendeu a cultivar os valores humanos e evangélicos distinguindo-se por sua piedade e profunda compaixão pelos pobres.

Pequenino, ás vezes adormecia ajoelhado aos pés de Nossa Senhora; e, indo á rua fazer algum mandato, demorava-se em visita ao SSmo. Sacramento. Sabia correr ao alcance dos mais empobrecidos, levando-lhes algumas moedinhas e, também, costumava dividir sua parca merenda com os coleguinhas que nada tinham levado para lanchar.

Na infância, teve um amigo predileto, irmão de ideal - Caimi; e, quando este ingressou na Ordem Capuchinha, no espírito de Clementino, ficou uma certa nostalgia, que o estimulava a seguir a trajetória do companheiro e a dedicar-se mais aos estudos e aos exercício de piedade, no Oratório Paroquial.

Clementino, ainda era bem criança, quando despontaram nele os primeiros sinais de uma vocação especial. Longe de afagá-lo por isso, o senso cristão de sua mãe fê-la sentir maior responsabilidade na formação deste filho, seguindo-o mais atentamente.

Atraído pela caminhada do amigo Caimi, Clementino ficou a sonhar com as longínquas missões razão porque recusou o convite para entrar no Seminário Diocesano. Como o pequeno Samuel (1Sam 3, 4-10), sentiu-se chamado e foi obediente a voz do Senhor.

 

1.2 - Atividades no Oratório da Paróquia

          Sempre mais dedicado aos estudos, Clementino passou a desempenhar atividades no Oratório Paroquial; e, frequentemente, ia ao Convento Monforte, em Milão, encontrar-se com seu diretor espiritual que algumas vezes lhe dava notícias de Caimi, cujo novo nome era Frei Estevão. Este lhe mandava recados estimulando-o à fidelidade ao ideal missionário capuchinho e testemunhando sua alegria na vida religiosa.

           A experiência de Clementino no Oratório Paroquial vivida com todo o fervor da adolescência teria reflexos positivos mais tarde em suas atividades apostólicas no Brasil, pois, aqui, ele estimulou a implantação de vários oratórios, a fim de atrair garotada que freqüentava a Catequese.

 

1.3 – O Adolescente Fradinho

Era uma manhã fria e radiosa do mês de abril de 1882 quando contando com apenas treze anos, Clementino transpôs, corajosamente, os umbrais da casa paterna e, em companhia de um Frade Capuchinho, se dirigiu para o Convento de Sovere. Á noite, aconteceu uma cerimônia simples e comovedora: o Superior revestiu o “novato” com o habito e cingiu-lhe os ris com uma cordinha, dando-lhe um nome novo - Frei João Pedro de Sexto São João. E, assim, começava uma vida nova em Cristo a qual deveria ser palmilhada sobre os rastros do Poverello de Assis.

 

Se aquele adolescente o Senhor houvesse perguntado: Quem és? E que buscas?, ele teria respondido mais ou menos, assim:

 

- Sou Clemente Recalcati, filho de Carlos Recalcati e de Giudita Strada, um casal cristão fervoroso, que reside em Sexto São João. Desde criança, sonho ser missionário e, por este motivo, aqui venho, desejoso de atender aos apelos do Divino Mestre, para, como meu ministro dedicado, ir anunciar o Evangelho aos infiéis. E, atendendo a este chamado, renuncio a minha família e a minha gente, confortado pela Mãe do Céu, pois deste muito pequeno aprendi a amá-la e a ela consagrei a minha vida.

 

1.4 – O Jovem Fradinho faz-se Noviço.

Lá em Sovere, Frei João Pedro prosseguiu seus estudos, mas, pouco depois, foram interrompidos porque o Padre Provincial, em visita canônica, resolveu admiti-lo ao Noviciado, transferindo-o, então, para Lovere, no início de 1884. Naquela época, ele contava com apenas quinze anos, a idade mínima requerida para tal admissão. Um ano depois, emitiu os votos religiosos, sob o olhar comovido de seus pais, felizes ao verem seu Clementino consagrado ao serviço de Deus, como religioso Capuchinho. Feita a primeira profissão, Frei João Pedro retorna aos estudos e, conforme a programação da Província, cada etapa era cursada em um determinado Convento, como direção e corpo docente próprios.

 

1.5 – Rodízio pelos conventos.

             De coração aberto e inteligência seguiosa de novos conhecimentos, Frei João Pedro retorna aos bancos escolares. Segundo o testemunho de um dos mais ilustres mestres, Frei Carlos de San Martino Olearo, ele era empenhadíssimo, no cumprimento de seus deveres; estudava com amor e paixão. É que deste muito cedo, compreendera que o sacerdote deve procurar adquirir toda a ciência possível, a fim de melhor desempenhar seus deveres ministeriais. Na visão apostólica de Frei João Pedro o estudo devia ter como objetivo servir, eficiente e eficazmente o Povo de Deus, que tem o direito de ser guiado por Pastores esclarecidos.

            Seguindo a escala de estudos, ele cursou o propedêutico em Albino, tendo como diretor o próprio Frei Carlos, que o reconheceu como “religioso de inteligência perspicaz, larga cultura e grandemente interessado pelos problemas missionários”. Em Bérgamo, fez o curso filosófico e, em Milão, o teológico.

            Durante seu tempo de estudante, constatou-se um novo despertar para a dimensão missionária da Igreja, desencadeado pelo Papa Pio IX e com forte repercussão nos Institutos religiosos, afervorando de modo mais radical o ânimo dos jovens, que se sentiam atraídos pelas missões de além-mar.

 

1.6 – Neo-Sacerdote e professor.

          Quando foi transferido para Milão, afim de fazer os estudos teológicos, Frei João Pedro passou a conviver com seu amigo de infância e irmão de ideal, Frei Estevão.

            Findo o segundo ano de Teologia, como era praxe, foi ordenado Sacerdote do Altíssimo: subiu ao Santo Altar, impulsionado pelo zelo apostólico e desejoso de levar a muitos a Luz da Fé, o Pão da Palavra e a força dos Sacramentos. Com grande júbilo, no dia vinte e três de maio de 1891, ele se tornava “mediador da graça e do amor de Deus e os homens”. Compartilharam desta alegria os confrades e seus familiares.

            Concluídos os estudos, a obediência designou o Servo de Deus Frei João Pedro para o Convento de Sovere, como professor daquele seminário menor, precisamente quando a Província estava assumindo a Missão, no norte do Brasil, e eram selecionados os primeiros missionários...

 

 

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