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F.Reginaldo - Noticias de Cuba Date: Mon, 10 Mar 2008 08:36:52 -0300
Paz e bem.
Olá caríssimo frei Fábio. Desde sexta nos mudaram para Cristo de Limpias, em La Habana velha. Estamos com frei Luis e um postulante, Sandy. Era uma antiga casa de uma senhora que cedeu aos frades para a evangelização, veio a revolução e ficou provisória até hoje. Quem passa na rua, não pensa que seja uma igreja. A casa é grande, mas mal distribuída e é ao lado de uma feira; é onde dizem ser o postulantado. No momento só está frei Nilton, Sandy e eu. Frei Luis viajou para o interior. por enquanto tudo tranqüilo. Já celebramos neste domingo, e deferente de Jesus de Miramar, tem mais formato de comunidade, com grupos, OFS, catequese e uma boa participação na missa: umas 70 pessoas. É mais viva. A boa noticia é que frei Gregório chegou de Roma e nos passou as decisões tomadas lá: que se irá discutir a passagem da Delegação para uma Delegação Geral ou para Nossa Senhora do Carmo, uma ou outra, nós seremos os repensáveis pela formação, visto que o objetivo é passar o controle da Delegação para nossa Província. Então, vamos precisar de gente por aqui, se prepare para vir ser formador. Depois da Páscoa iremos para Santa Clara, no interior, na volta teremos uma assembléia onde será discutida essa coisa e a nossa morada aqui. O mais só saudades. um abraço e até breve. Passe essa mensagem a frei Pedro Antonio e ver se F. Fabiano, F. Jucelino e F.Messias têm recebido minhas mensagens.
DE FREI MACAPUNA

Frei Pedro Antonio Zanni, ofm.cap.,Secr.das Missôes Ad Gentes-PROMAPA!
Caríssimo, tenho uma grata novidade, e que por sinal, muito gratificante, para lhe contar. Na semana passada, de 13 a 17 de novembro, em Matanzas, participei de um “taller de inculturación”, preparado pela Conferência Cubana de Religiosos, para os missionários chegados nos últimos tres anos. Realmente foi uma verdadeira bênçâo de Deus. Éramos um grupo de 60 missionários: 52 religiosas e 08 religiosos. Confira a diversidade de países, continentes e idades:
Religiosas: 13 da República Dominicana, 12 mexicanas, 06 colombianas, 05 espanholas, 03 peruanas, 02 nigerianas, 02 canárias, 02 argentinas, uma italiana, uma chilena, uma costariquenha, uma guatemalteca, uma coreana, uma indonesiana e uma francêsa. A faixa etária das Irmâs é impressionante; vai de uma juniorista da República Dominicana que tem 26 anos a uma peruana quechua de 74 anos; vizinha a essa, está também uma salesiana de Dominica, com 73 anos; a francêsa tem 69 anos.
Creio que umas dez Irmâs, estâo entre os 50 e 60 anos. Era bonito ver a diversidade do grupo: “jovens, corôas e anciâns”; sinal de que a vocaçâo missionária nâo seleciona idades, apenas provoca almas generosas! Este contingente era composto pelas seguintes Congregaçôes: Ordem de Santa Brígida, Irmâs de Maria Imaculada, Irmâs de Caridade, Servas do Amor Divino, Apóstolas Coraçâo de Jesus, Franciscanas de Maria Auxiliadora, Franciscanas da Imaculada, Salesianas, Jesuitinas, Carmelitas de S. José, Claretianas, Passionistas e Misionárias Filipenses.
Religiosos: um brasileiro (Capuchinho), um paraguaio (Verbita), um polonês (Salesiano), um mexicano (Escolápio), um dominicano (Carmelita), um salvadorenho (Marista) e dois espanhóis (um Conventual e um Jesuíta). Desse grupo, o jesuíta é o mais velho, tem 53 anos; os outros sâo todos “quarentôes”. Como vês, o grupo masculino é menor; as mulheres sâo mais ousadas!
NB: Éramos 06 brasileiros missionários em Cuba: uma Claretiana, um Capuchinho, um Jesuíta, um Oblato (paraense) e duas Salesianas. Atualmente “estamos” em quatro; o Oblato foi transferido para Sâo Paulo como mestre de noviços, e o Jesuíta foi eleito Conselheiro da sua Província de origem (Paraná). Das duas Salesianas, a que vive em la Habana, tem 90 anos e chegou aquí aos 80, porém ainda é animadora de uma Casa de Missâo (dá catequese e ensina piano às crianças); a outra vive em Manzanillo, no distante e desafiador extremo oriente do país, onde trabalha com medicina alternativa. A Claretiana é mestra de postulantes em la Habana. Soube no “taller” que, estâo aguardando Visto de entrada, mais dois brasileiros: um Marista e uma Jesuitina. Será que nâo se animam mais uns dois Capuchinhos do Maranhâo, Pará e Amapá?… “Deus proverá!”
Importante: Antes do triunfo da Revoluçâo (1959), em Cuba, havia aproximadamente, 2000 religiosas e 800 religiosos. À etapa seguinte ao processo revolucionário, esse número caiu para 200 (somando os dois grupos). Durante as décadas sucessivas, 70, 80 e 90, esse número diminuiu ainda mais, porque, os que aquí permaneceram – sabe lá como -, paulatinamente iam morrendo e, a idade, ou a saúde os obrigavam a regressar a seus países de origem; e nesse período de fora ninguém podia entrar. Qui potest capire capiat!
A grande bonança iniciou após a visita de Joâo Paulo II em janeiro de 1998. A partir dessa data, as portas de Cuba começaram a “abrir-se” à Igreja missionária. Atualmente, somos 795 missionários em todo o país, dos quais 40% está em la Habana. A Igreja em Cuba, está desafiando às futuras vocaçôes missionárias, para que cheguem ao interior, a seus campos, suas ilhas e suas montanhas. Quem desejar e se sentir chamado, que se apresse! O tempo urge!
Resta-nos o eloqüente testemunho de muitos religiosos e religiosas, cujo eco atualiza a experiência de Paulo: “levamos esse tesouro em vasos de barro, para que essa força soberana seja reconhecida como força vinda de Deus e nâo de nós. Fomos provados em tudo, porém nâo desanimamos; preocupados, porém nâo desesperados; perseguidos, porém nâo abandonados; derrubados, porém nâo aniquilados Levamos em nossos corpos a morte de Jesus, para que a sua vida se manifeste através da nossa” (2Cor.4,7-9). Lhe peço o obséquio em transmitir ao frei Gilson Baldez, meus augúrios de felicitaçôes pela passagem do seu natalício na próxima quarta feira; que o disfrute e o passe bem, com os irmâos e com os paroquianos. Ciudad de la Habana, 20 de novembro de 2006; fraternalmente, frei Macapuna.
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Estimado frei Pedro Antonio, “bem chegado à sua nova Fraternidade, e votos de um fecundo apostolado na zona bragantina. Com alegria e de coração agradecido, comunico-lhe que a Divina Providência, como sempre, foi fiel na missão para a qual você foi instrumento. Prometo lhe retribuir sua fraterna caridade com minhas preces e sacrifícios. Aproveito para lhe comentar, que nosso grupo vocacional nos enche de gozoza esperança: já são seis os vocacionados; quiçás, o próximo ano letivo possamos ter um grupinho, ao menos de dois ou três postulantes. Guardo no coração o que você me disse em uma correspondência do ano passado: o formador precisa ter fé.
Agradeço-lhe o apoio financeiro, moral e espiritual que tem me dado e, sobretudo, aquele “empurrão” (moção) que você propôs ao Capítulo. Já surtiu efeito; o provincial me telefonou e me disse que antes do Capítulo Geral virá me visitar; a notícia agradou ao nosso Delegado. Na próxima semana, na ALAC em Quito, eles já irão se conhecer. Quando eles se encontrarem irão se reconhecer, porque os dois estavam na ALAC de Belém, em 1985. O texto a seguir é o resumo da crônica do centenário dos capuchinhos em Cuba. Fraternalmente, frei Macapuna. Havana, 25/02/2006.
PEREGRINAÇÂO À SAN SALVADOR DE BAYAMO
O nosso reduzido grupo de Capuchinhos, Missionários em Cuba: frei Gregório, frei Fidêncio, frei Angel, frei Vicente, frei Chilán, frei Philip e frei Macapuna, nos dias 03 e 04 de janeiro de 2006, realizou uma Peregrinação de Açâo de Graças à San Salvador de Bayamo, região oriental do país, para celebrar o centenário – segunda etapa -, da presença missionária dos Capuchinhos em Cuba (1905/2005); fala-se em segunda etapa porque, a primeira, iniciada em 1784, foi interrompida em 1820, ano da ascensão dos Liberais espanhóis ao poder e, a conseqüente execução de uma política anti-clerical extensiva às Colônias que culminou com a supressão dos Capuchinhos em Cuba. Bayamo de San Salvador, fundada aos 05 de novembro de 1513, foi o berço da primeira residência dos frades, na “segunda hora”, da jornada missionária dos Capuchinhos na Pérola das Antilhas. Próximo a celebrar o Vº centenário de fundação, Bayamo é guardiã dos anais da história primada e nacional de Cuba.
Essa almejada peregrinação estava prevista para os dias 24 e 25 de outubro de 2005, porém, a passagem do furacão Wilma, nesses dias, naufragou nossa viagem. E, como nessa temporada passaram tanto (27), tivemos que adiar nossa viagem a Bayamo, pois, nenhum de nós conhecia as raízes da nossa centenária história. Finalmente, nos dias 03 e 04 / 01 / 06, pudemos realizar nosso sonho. A viagem de 750 km, foi percorrida em 14 horas. Nos hospedamos na residência episcopal, acolhidos fraternalmente pelo Bispo diocesano, Dom Dionísio García Ibañez. Dom Dionísio nos brindou um almoço frugal, compartido com o Vigário Geral, o Chanceler e dois padres diocesanos, da República Dominicana, missionários na Diocese de Bayamo. Eles atendem à Paróquia de Sô João Bosco, que até o triunfo da revolução socialista cubana, em janeiro de 1959, fora propriedade dos Capuchinhos.
Note-se que, esses dois missionários, pela cautela na concessão de Vistos de permanência, por parte do governo, se revesam a cada oito meses: dois trabalham na Missão durante oito meses e regressam à República Dominicana; os dois que estavam na Pátria vêm para substituí-los. E, assim, trabalham alternadamente como missionários em Cuba. Esses dominicanos, são parte do escasso contingente de sacerdotes da Diocese de Bayamo. Às 15 horas, após o repouso restaurador, retomamos nossa peregrinação, que nos proporcionou rezar, admirar, contemplar e silenciar, interpelados pelo Espírito, elevar nossa ação de graças, ante o testemunho da entrega generosa desses heróicos missionários Capuchinhos. Seguindo suas pegadas em Bayamo, visitamos:
Catedral de San Salvador:
Segunda igreja construída em Cuba (1547). Atualmente funciona como Catedral Diocesana e, desde os inícios foi dedicada à égide de San Salvador, representado pela imagem de Cristo transfigurado no Monte Tabor, cujo painel adorna artisticamente a altar-mor. A praça que circunda a igreja, é histórica, e denomina-se “Praça do Hino”, porque aí, no dia 02/06/1868, foi executada pela primeira vez, as estrofes do Hino Nacional cubano; no arquivo da catedral, conserva-se num relicário, a Capa Pluvial com a qual o então vigário, padre Batista y Orellano, se revestiu para benzer e aspergir a Bandeira Nacional. Anexo à Igreja está o Convento construído pelos frades, de onde, nos primeiros 55 anos, irradiaram o Carisma e a espiritualidade franciscanos, cuja atmosfera respira-se ainda hoje.
Capela Nossa Senhora de Lurdes:
Há 15 km de Bayamo, percorridos em uma estrada cuja vista nos ofereceu preciosas paisagens da “Sierra Maestra”, chegamos ao povoado de Mabay. Aí está, em estado arruinado, a capela de Nossa Senhora de Lurdes, construída pelos frades, com donativos das Centrais açucareiras e dos fiéis; impossível façanha de se realizar na atual conjuntura cubana. Essa capela foi inaugurada em 1953. Com o forçoso êxodo do clero e a perseguição aos fiéis quanto à prática da fé, durante o triunfo do marxismo, relegou os Templos católicos à inteira ruína. Da capela de Lurdes, outrora centro propulsor de fervorosa evangelização, restam apenas as paredes. Está nos planos do bispo, restaurá-la, se o governo lhe permitir; pelo menos o terreno já readquiriu a posse. Aqui, rezamos o Ângelus e prosseguimos caminho.
Capela de São Leandro:
Há poucos quilômetros de Mabay, encontra-se o povoado de Julia, cujo padroeiro é São Leandro, bispo de Sevilha. A capela original, construída pelos frades, já não existe. Quando os comunistas subiram ao poder, identificados com a doutrina marxista-leninista, transformaram a capela de São Leandro em depósito e fertilizantes e, por isso, ruiu, e foi abandonada. Com muito custo, a Diocese comprou do Estado o terreno que era propriedade da Igreja, pediu permissão para reconstruir a capela, e teve que ficar meses na fila para conseguir material de construção. Finalmente, a nova capela de São Leandro, foi inaugurada no dia da festa do padroeiro: 13 de novembro de 2005. Antes de deixarmos o local, ouvimos com devoção, um trecho da homilia de São Leandro, na conclusão do Concílio de Toledo.
Missa na Catedral:
Às 20 horas, iniciamos a concelebração, presidida por Dom Dionísio García Ibañez. Nós, capuchinhos, concelebramos revestidos de hábito e estola. Quando o povo nos viu entrar procissionalmente revestidos do hábito capuchinho, irrompeu em um caloroso e quase interminável aplauso de regozijo e alegria. Outra vez, voltou a aplaudir efusivamente, quando na homilia, frei Gregório, protagonizou que os capuchinhos arrastavam pedras da “Sierra Maestra”, no lombo de burros, para restaurar a Igreja de São Salvador. Também deixou entrever a possibilidade de que no futuro, os Capuchinhos possam voltar à Bayamo, onde estão as raízes da Missão; e desta vez, quem puxou os aplausos foi o bispo. No final da concelebração, Dom Dionísio agradeceu nossa decisão de celebrar o Centenário entre eles; nos felicitou por nosso serviço franciscano na região de Bayamo e pediu aos fiéis que depois da benção final, se aproximassem ao presbitério, para partilhar conosco, as recordações, anedotas e testemunhos dos frades que eles conheceram.
Entre os testemunhos, falaram de frei Bernardo de Nueva Paz, capuchinho cubano, morto em tenra idade; falaram também do clube de “limpiabotas”, da banda e música, dos villancicos, das santas missões, da schola cantorum, do “Divina Pastora”… Mas, em maio de 1961, a declaração de caráter socialista marxista da Revolução, obrigou os Capuchinhos - com outros religiosos - a abandonar sua atividades missionárias, deixando desatendida a Comunidade paroquial de San Salvador, que a partir dessa data fica privada da assistência religiosa ordinária. Quarenta e sete anos, mais tarde, outra geração de Capuchinhos volta à Bayamo, para cantar o Te Deum da Ação de Graças, pela generosa entrega desses nossos Irmãos à Missão. Diante do olhar curioso e atordoado dos bayamêses mais jovens, a “Velha Guarda”, vibrou, exultou, agradeceu, glorificou e, feliz, não exitava em apalpar e contemplar reverentemente o hábito capuchinho (o marrom quebrou a rotina do verde oliva), enquanto tecia a memória histórica, daquela heróica geração de Capuchinhos, em seu fecundo labor apostólico e missionário. Por isso, o Carisma franciscano está vivo em Bayamo.
Hospício São Domingos:
A longa existência do Hospício São Domingos – queimado pelos Mambises durante a primeira guerra da Independência (1868-1878) --, guarda no arquivo do tempo, uma história de diferentes usuários que, na sucessão dos séculos, albergou em seus centenários claustro, atividades e donos diferentes: a Coroa, os Dominicanos, os Capuchinhos e, atualmente, o Estado. Originariamente, o conjunto arquitetônico: Colégio-Igreja-Convento, fora propriedade da Coroa (1720) e, na sucessão, vêm os Dominicanos (1749), os Capuchinhos (1905) e o Estado (1959). No período de 1905/59, passou ao usufruto dos Capuchinhos que haviam chegado em Bayamo para reiniciar a Missão em Cuba. Nossos fervorosos predecessores, logo arregaçaram as mangas e, o antigo hospício ganhou novo nome: Colégio “Divina Pastora”.
O Colégio “Divina Pastora”, de Bayamo, durou tão somente 57 anos. Pois, com a lei de nacionalização das Escolas católicas em 1962, por parte do governo comunista, o “Divina Pastora” transformou-se em Escola Estatal, e as Irmãs Capuchinhas que geriam a administração do Colégio, foram obrigadas, como os frades, a abandonar Bayamo e Cuba. Atualmente, por negligência na manutenção do prédio, toda a infra-estrutura da área escolar está ameaçada de desabamento, inclusive, por medida de segurança as autoridades trasladaram os alunos para outras escolas. O bispo propôs ao governo que, se o Estado devolver o prédio à Igreja, a Diocese o restauraria para uso das atividades diocesanas; o governo indeferiu a proposta do bispo. A capela do colégio, atualmente é usada como biblioteca pública. Felizmente, a galante imagem da “Divina Pastora”, outrora venerada na recepção do Colégio, hoje, “recuperada”, preside a sala de reuniões do bispado bayamês. A história do “Divina Pastora” deixou marcas inesquecíveis nos ex alunos, que hoje, adultos e anciãos, nos ajudaram a tecer essa história missionária.
Paróquia de São João Bosco:
Paróquia desmembrada de Sâo Salvador, no tempo dos Capuchinhos. Está atendida por dois jovens sacerdotes diocesanos, da República Dominicana, aquí enviados como missionários. Daí fomos à casa de dona Clara Rosa, mulher impregnada do carisma franciscano e respeitada por sua valentia missionária. Clara Rosa é ex aluna do “Divina Pastora”, e nos recebeu dizendo, que é Capuchinha da cabeça aos pés. Seu sonho é fundar a OFS em Bayamo; não seria difícil, afinal o grupo das ex alunas já se reúne periodicamente sob um sugestivo nome: “Voluntariado Capuchinho, Mãe do Divino Pastor”, assistido por uma Irmã Capuchinha que viaja 473 km, de Santa Clara a Bayamo, para reuni-las e manter vivo o Carisma franciscano.
Cuba, 04 de abril de 2006
PARABÉNS, FREI ÂNGELO OLGINATI
Feliz aniversário! Estamos unidos na oração e na Ação de Graças, por esse dia em que o senhor celebra o dom da Vida. Embora distante, não esqueci que hoje, 04 de abril, é o dia do seu aniversário. Lhe felicito por mais essa primavera e, porque, vossa paternidade, superou a previsão do salmista ao dizer que, “setenta anos dura a nossa vida; os mais fortes chegam a oitenta!” V. Reverendíssima ultrapassou a meta, porque amou a Vida e soube cuidá-la como Dom do Senhor. Por isso, merece a minha reconhecida felicitaçâo. Fraternalmente, frei Macapuna, ofm.cap.
QUERIDO FREI ÂNGELO OLGINATI
Lhe desejo um feliz aniversário, repleto de alegria, paz e bem! Desde essa formosa Ilha de Cuba, formulo-lhe minhas felicitações acompanhadas da bênção de Nossa Senhora da Caridade, Mãe de Deus e todos os cubanos. O senhor não me conhece, porém, eu sim, “lhe conheço” através do padre Macapuna que frequentemente cita-lhe como exemplo. Sou um postulante capuchinho cubano, e vivo no mesmo convento onde está o missionário brasileiro, frei Macapuna. Ele sempre me diz que o senhor é um frade que dá bom exemplo e prima pela alegria. Pela forma carinhosa como o frei Macapuna fala do senhor, compreendo que é um frade mui querido entre os formandos. Vi uma fotografia sua, que o frei Macapuna guarda como relíquia; agora deixe-me dizer-lhe: sua barba é muito bonita e lhe acenta muito bem! Reze muito pela minha perseverança, e para que eu seja um frade de juizo e vergonha, como o senhor sempre prega aos formandos. Conte-me entre seus devotos e fãs. E tudo isso graças ao frei Macapuna que lhe quer bem e lhe estima muito. Bueno, mi Hermano frei Ângelo, faço votos que essa data se repita mais e mais, para que muitos jovens, atentos ao seu testemunho de vida, possam descobrir os traços do verdadeiro Capuchinho. Que sejam muitos os jovens que inspirados no seu ideal de vida, queiram seguir as pegadas de Jesus, vestindo o hábito capuchinho. Ainda não sei português; o frei Macapuna teve a bondade de traduzir-me estas palavras para homenagear-lhe, mas prometo que na próxima vez já não necessitarei mais de tradutor, pois, estou aprendendo português. Meu irmão, reiterando augúrios de feliz aniversário, me despeço, implorando que me abençoe. Abraços de su hermano, Sandy López Caballero.
Frei Benedito Rôxo de Melo
Meu querido afilhado, te parabenizo pelo teu aniversário no dia 02 de abril. Continue assim, um frade ajuizado, austero, pobre entre os mais pobres e enraizado nos costumes do povo. Nunca esqueça que as mãos de Dom Guido desceram na sua cabeça para valer. Me lembro de você prostrado naquela mançaba de palha de babaçu; além dos cachos de côco que enfeitavam a quadra. Êta bené a tua ordenação foi das nossas! Tu já estás chegando aos 25 anos, heim?… Será que nós vamos celebrar essas bodas de prata em Primavera?… Eu quero fazer o sermão. E, depois da missa um belo cozidâo de banderado gordo. Me avisa! Com alegria e estima formulo-te votos de feliz aniversário. Dá lembrança ao nosso povo de Primavera. Frei Macapuna. |