Semana Vocaional Barra do Corda-MA (Julho 2009)

Semana Vocaional Belém -PA (julho 2009)

 
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Nossa História
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1.1  Deus nos chamou à vida

 

   Compreender a natureza do chamado de Deus à vida dirigido de uma maneira genérica a todos nós é permear todo sentido da nossa existência. Deus antes de qualquer coisa nos chamou primeiramente a viver, quis nos trazer a existência, este por sua vez compreende o primeiro chamado que Deus dirige a nós. No ato criacional Deus revela sua majestade, concomitantemete demonstra o seu amor pelo homem fazendo dele a sua mais perfeita obra a ponto de submeter as demais criaturas sob o seu jugo (Gn 1.26). Quis torná-lo sua imagem e semelhança. Talvez a tradução divina mais feliz de toda a Bíblia esteja nesta afirmação tão rica de significado teológico, pois ser “imagem de Deus” já é a vocação. “A vocação não é algo exterior ao homem, mas está inserida nas fibras do seu ser” (Castagnetti, C., Vocacione, Nuovo dicionario di Spiritualitá, SP, Roma, 1978).

   Ao associar a natureza divina da criação do homem dentro do plano amoroso de Deus e as ocasiões históricas que leva-nos a descobrir o chamado, mostram algo que já está em andamento. Não podemos falar das vocações específicas sem levar em conta esses aspectos que formam o construto vocacional. Antes mesmo de sermos formados, Deus já nos conhecia e nos havia consagrado (Cf. Jr 5.), posteriormente a opção por uma das vocações específicas confirmará essa eleição dentro da plena liberdade do homem. O ato criativo é essencialmente livre. Deus cria por amor e determina o projeto humano. O chamado divino que se identifica com a nossa existência nos dá  a certeza divina da fé sobre o que eu devo fazer. Se a escolha a favor do projeto divino for positiva, então poderemos tomar as balizas que nos ajudarão a perceber o rumo a ser seguido pelo vocacionado. Em todos os aspectos operacionalizantes do chamado é interessante notar que, a iniciativa sempre parte de Deus. Por isso que o cumprimento, tal qual a aceitação do mesmo se manifesta de forma concêntrica em que se estabelece uma íntima relação entre o criador e a sua criatura, esta por sua vez dá sentido a toda a vida.

 

1.2  O caminho a percorrer

 

   A partir desse chamado primordial, o vocacionado é instigado a empreender um itinerário espiritual, o homem é um ser itinerante, está sempre em caminho, isto é inerente à sua própria natureza. Na história da salvação nos é apresentada a figura do caminho, aonde Deus vai ao lado do seu povo realizando prodígios e portentos. Na nossa história Deus age de maneira semelhante, embora seja de um modo muito peculiar; a forma dele chamar não é genérica, se olharmos como ele convidou os vários vocacionados da bíblia notaremos como manifestou-se de formas bem diferentes. Assim, os meios que ele se valeu para me chamar poderá não ser os mesmos que ele usará para outras pessoas.Uma coisa é certa, o homem sempre necessitará de Deus, só ele é capaz de completá-lo, torná-lo verdadeiramente feliz, esse é um desejo que está incutido no seu coração mesmo que não perceba, por isso que costumamos associar a opção vocacional ao encontro da felicidade, pois, atendendo ao chamado do criador em lançar-se a serviço do seu reino a pessoa humana dá sentido à sua vida. A salvação é a expressão máxima da plenificação do ser em Deus, só ele é a feliz consumação da nossa vida, o nosso coração não descansará enquanto não repousarmos nele (Santo Agostinho), viemos de Deus e para ele voltaremos. Foi esse desejo que norteou todo o caminho ascético dos Santos da igreja, estes homens de Deus renunciaram todas as coisas oriundas da carne e abraçaram plenamente as do espírito, como dizia São Paulo ora a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é a vida e a paz (Rm 8,6).




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